As Forças Armadas dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não estão preparadas para uma guerra moderna de drones, conforme alertou o coronel Vadym Sukharevskyi, chefe das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia. Em uma entrevista, ele destacou que tanto a Ucrânia quanto a Rússia estão buscando vantagens tecnológicas no conflito […]
As Forças Armadas dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não estão preparadas para uma guerra moderna de drones, conforme alertou o coronel Vadym Sukharevskyi, chefe das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia. Em uma entrevista, ele destacou que tanto a Ucrânia quanto a Rússia estão buscando vantagens tecnológicas no conflito iniciado em 2022, com a Ucrânia investindo em inteligência artificial e novos sistemas de defesa.
Sukharevskyi enfatizou que a Otan deve reconhecer a vantagem econômica dos drones, que são significativamente mais baratos de produzir em comparação com os sistemas convencionais de defesa. Ele questionou o custo de um míssil interceptador em relação ao de um drone, apontando que os drones de longo alcance podem custar apenas alguns milhares de dólares, enquanto os mísseis podem chegar a custar milhões.
Os comentários surgem em um contexto em que alguns países da Otan estão aumentando os gastos com defesa, preparando-se para um possível prolongamento do conflito na Ucrânia. Desde a invasão russa, o uso de drones se expandiu consideravelmente, com a Ucrânia afirmando ter produzido 2,2 milhões de drones FPV e 100.000 drones maiores em 2024. A Rússia também planeja aumentar sua produção de drones.
Sukharevskyi mencionou que atualmente mais de 60% dos alvos são destruídos por drones, ressaltando a importância de desenvolver táticas e tecnologias para o uso desses dispositivos no campo de batalha. A evolução da guerra de drones está desafiando as doutrinas militares tradicionais, exigindo uma adaptação rápida por parte das forças armadas ocidentais.
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