O Brasil está prestes a inaugurar seu primeiro túnel subaquático, com 870 metros de extensão, que ligará as cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. A obra, aguardada há quase um século, promete reduzir o tempo de travessia entre os municípios para cerca de dois minutos, uma melhoria significativa em relação ao […]
O Brasil está prestes a inaugurar seu primeiro túnel subaquático, com 870 metros de extensão, que ligará as cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. A obra, aguardada há quase um século, promete reduzir o tempo de travessia entre os municípios para cerca de dois minutos, uma melhoria significativa em relação ao tempo atual, que pode chegar a 60 minutos pela rodovia Cônego Domenico Rangoni (SP-055) ou até uma hora de espera nas balsas, dependendo da maré.
A construção do túnel envolve várias etapas técnicas, começando pela preparação do solo, onde uma vala é aberta no fundo do canal para abrigar os módulos do túnel. Os elementos de túnel, que são grandes blocos de concreto, serão construídos em terra firme e, posteriormente, transportados para o local submerso. O professor de engenharia Pedro Henrique de Lyra destaca que a metodologia utilizada é segura e já foi aplicada em países como Dinamarca e Suécia, embora seja uma novidade no Brasil.
O projeto, que já possui licença ambiental prévia, foi validado por consultorias internacionais e é parte do Programa de Parcerias de Investimentos de São Paulo. O leilão para a escolha da empresa responsável pela obra está agendado para 1º de agosto. A construção do túnel não apenas facilitará o deslocamento de veículos, bicicletas e pedestres, mas também deverá gerar cerca de 9.000 empregos diretos e indiretos.
Com a nova ligação, a expectativa é que mais de 21 mil carros, além de ciclistas e pedestres, utilizem diariamente a travessia, que atualmente é feita por balsas. O túnel submerso, que terá uma extensão total de 1,5 km, contará com três faixas de rolamento em cada sentido, incluindo uma faixa para o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), e promete transformar a mobilidade urbana na região da Baixada Santista.
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