O presidente da Argélia, Abdelmadjid Tebboune, anunciou a importação de 1 milhão de ovelhas para o Eid al-Adha deste ano, visando estabilizar os preços e atender à crescente demanda. A decisão foi divulgada no domingo e faz parte de um conjunto de medidas para mitigar a insatisfação pública com os altos custos de vida e […]
O presidente da Argélia, Abdelmadjid Tebboune, anunciou a importação de 1 milhão de ovelhas para o Eid al-Adha deste ano, visando estabilizar os preços e atender à crescente demanda. A decisão foi divulgada no domingo e faz parte de um conjunto de medidas para mitigar a insatisfação pública com os altos custos de vida e a firmeza do governo militar. Essa iniciativa se soma a esforços anteriores para abastecer os mercados durante o mês sagrado do Ramadã, mas sua magnitude é sem precedentes.
A Argélia enfrenta seu sétimo ano consecutivo de calor extremo e chuvas abaixo da média, resultando em secas severas que impactaram a produção agrícola e elevaram os preços dos alimentos para animais. Tradicionalmente, o governo argelino tem um papel ativo na economia, realizando importações de gado em quantidades menores para garantir opções acessíveis aos cidadãos de baixa renda. No ano passado, foram vendidos 100 mil ovelhas em lojas estatais, provenientes de países como Argentina, Austrália, Brasil e Espanha.
O Eid al-Adha, que ocorrerá no início de junho, é um momento significativo para os muçulmanos, onde a tradição envolve o sacrifício de ovelhas em homenagem a uma passagem do Alcorão. No entanto, os preços das ovelhas dispararam no ano passado, alcançando 200 mil dinares argelinos (cerca de $1.496), um valor dez vezes superior ao salário mínimo do país, levando muitos argelinos a desistirem dessa prática.
A iniciativa de Tebboune visa evitar novos aumentos de preços e escassez que poderiam dificultar o sacrifício ritual para muitas famílias. Os Ministérios da Agricultura e do Comércio já estão buscando fontes internacionais para atender à demanda, em resposta à inflação crescente que tem tornado bens essenciais, incluindo carne, inacessíveis para muitos. A situação é sensível, pois a história mostra que os preços dos alimentos podem provocar descontentamento político na região.
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