Mais de 21 milhões de brasileiras, representando 37,5% do total de mulheres, relataram ter sofrido algum tipo de violência nos últimos 12 meses, conforme a pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, realizada pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Este é o maior percentual registrado desde o início […]
Mais de 21 milhões de brasileiras, representando 37,5% do total de mulheres, relataram ter sofrido algum tipo de violência nos últimos 12 meses, conforme a pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, realizada pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Este é o maior percentual registrado desde o início da série histórica em 2017, com um aumento significativo em relação ao ano anterior. Entre as formas de violência, 31,4% das entrevistadas relataram insultos e humilhações, enquanto 18,9% afirmaram ter sido agredidas fisicamente.
A pesquisa também revelou que 10,7% das mulheres, ou cerca de 5,3 milhões, sofreram abuso sexual ou foram forçadas a manter relações sexuais contra a própria vontade. Além disso, 3,9% das respondentes relataram que fotos ou vídeos íntimos foram divulgados sem seu consentimento, totalizando aproximadamente 1,5 milhão de mulheres. Os agressores mais comuns são parceiros íntimos ou ex-parceiros, que representam 40% dos casos, seguidos por ex-companheiros, com 27%.
A maioria das agressões ocorreu na presença de terceiros, com 91,8% dos casos testemunhados por amigos, conhecidos ou familiares. A pesquisa destaca que 57% das violências ocorreram dentro de casa, o que levanta preocupações sobre o impacto da violência doméstica em crianças, uma vez que 27% dos casos foram presenciados pelos filhos das vítimas. Apesar da gravidade da situação, 47,4% das mulheres não buscaram ajuda após as agressões, optando por contar com o apoio de familiares ou amigos.
Os dados indicam que a violência contra a mulher no Brasil continua a ser um problema alarmante, refletindo a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes e de uma maior conscientização social sobre o tema. A pesquisa foi realizada entre 10 e 14 de fevereiro de 2025, com uma amostra de 2.007 entrevistas em 126 municípios, e apresenta uma margem de erro de 2 pontos percentuais.
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