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Eduardo Bolsonaro promete investigar acordos de Lula com a China se presidir comissão

- A disputa pela presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara intensificou-se entre PL e PT. - Eduardo Bolsonaro promete investigar acordos de Lula com a China se eleito. - Líderes do PL e PT se reuniram para evitar conflitos após pedido de apreensão de passaporte. - Acordo de procedimentos foi estabelecido para evitar tensões no plenário da Câmara. - Apesar do armistício, o PT ainda busca influenciar a indicação de Eduardo para a comissão.

Em meio à disputa pelo comando das comissões da Câmara, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que fará um pente-fino nos acordos firmados entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e a China, caso seja escolhido para presidir a Comissão de Relações Exteriores. O PL pressiona pela indicação de Eduardo, que questionou […]

Em meio à disputa pelo comando das comissões da Câmara, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que fará um pente-fino nos acordos firmados entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e a China, caso seja escolhido para presidir a Comissão de Relações Exteriores. O PL pressiona pela indicação de Eduardo, que questionou nas redes sociais o motivo do PT temer sua análise dos 37 acordos assinados com a China, que abrangem áreas como agronegócio e intercâmbio educacional.

Para amenizar a tensão entre PT e PL, os líderes das duas legendas, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Lindbergh Farias (PT-RJ), se reuniram na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O encontro resultou em um “acordo de procedimentos” para evitar que o plenário se tornasse um campo de batalha. A reunião foi uma tentativa de desmobilizar a ação de deputados do PL, que planejavam protestar contra o pedido do PT para apreender o passaporte de Eduardo.

O pedido de apreensão do passaporte de Eduardo Bolsonaro foi justificado pelo PT, que alega que ele utiliza suas viagens aos Estados Unidos para atacar o Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF). Após a conversa entre os líderes, Sóstenes contatou os parlamentares do PL para desmobilizar a ação e ambos os líderes concordaram em abrir mão de seu tempo de fala na tribuna para reduzir a tensão.

Apesar do diálogo, Lindbergh ainda busca garantir que Eduardo não assuma a presidência da comissão. A leitura no PL é de que a questão está pacificada, especialmente após a declaração do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), de que o Palácio do Planalto não intervirá na indicação. Contudo, deputados bolsonaristas se reuniram com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para se opor à apreensão do passaporte de Eduardo.

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