As empresas centenárias na Espanha, como Estrella Galicia e Gullón, têm uma história rica que remonta a eventos significativos, como a primeira cerveja engarrafada em 1906, no mesmo ano em que uma bomba ameaçou o rei Alfonso XIII. Essas empresas sobreviveram a mudanças drásticas, incluindo guerras e crises econômicas, destacando-se em um cenário onde a […]
As empresas centenárias na Espanha, como Estrella Galicia e Gullón, têm uma história rica que remonta a eventos significativos, como a primeira cerveja engarrafada em 1906, no mesmo ano em que uma bomba ameaçou o rei Alfonso XIII. Essas empresas sobreviveram a mudanças drásticas, incluindo guerras e crises econômicas, destacando-se em um cenário onde a média de vida corporativa é de apenas 8,43 anos, segundo a Cepyme. A longevidade dessas marcas é atribuída à capacidade de adaptação e à fidelidade à qualidade, conforme afirmam líderes como Charo Baqué, da Café Dromedario, e Roberto Arcos, da Arcos.
A gestão financeira prudente é outro fator crucial. Empresas centenárias tendem a ter baixa dívida e a se autofinanciar, evitando excessos que podem levar à falência. Paco Hevia, da Gullón, exemplifica isso ao mencionar que a empresa superou crises financeiras sem contrair dívidas. A cultura empresarial também desempenha um papel importante, com muitas dessas empresas sendo familiares, o que promove valores de perpetuidade e responsabilidade social, como destaca Paloma Fernández, da Universidade de Barcelona.
A inovação é igualmente vital para a sobrevivência dessas empresas. Josep María Folch, da Metalúrgica Folch, enfatiza que a inovação é essencial para a longevidade, enquanto Eduardo Aznar, da Aznar Textil, menciona a importância de se adaptar às demandas do mercado. Essas empresas, embora antigas, não se afastam da modernidade e buscam constantemente formas de se reinventar, como a internacionalização e a diversificação de produtos.
Por fim, a sucessão e a gestão familiar são desafios que essas empresas enfrentam. A planejamento intergeracional é fundamental para garantir a continuidade, como observa Patricia García, da ESIC. A história de empresas como Mahou San Miguel e La Mallorquina ilustra a importância de uma liderança forte e a capacidade de se adaptar às mudanças, assegurando que a tradição e a inovação caminhem lado a lado.
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