O ato em defesa da anistia dos presos do 8 de Janeiro, promovido por Jair Bolsonaro, não alcançou as expectativas de público. Apenas 18,3 mil manifestantes compareceram à Praia de Copacabana, segundo o grupo de pesquisa “Monitor do debate político” da USP. O número é significativamente menor do que os 64,6 mil que participaram de […]
O ato em defesa da anistia dos presos do 8 de Janeiro, promovido por Jair Bolsonaro, não alcançou as expectativas de público. Apenas 18,3 mil manifestantes compareceram à Praia de Copacabana, segundo o grupo de pesquisa “Monitor do debate político” da USP. O número é significativamente menor do que os 64,6 mil que participaram de um evento similar em setembro de 2022. A margem de erro da contagem é de 2,2 mil pessoas.
Políticos de diversas correntes de esquerda criticaram a mobilização, utilizando imagens que mostravam Copacabana vazia antes da chegada do público. O presidente do PT, Humberto Costa, e a deputada Jandira Feghali foram alguns dos que postaram essas imagens, destacando o que consideraram um “flop” do evento. Outros parlamentares, como Andre Janones e Rogério Correia, também se manifestaram, sugerindo que a baixa adesão reforça a ideia de um enfraquecimento do bolsonarismo.
O coordenador do estudo, Pablo Ortellado, afirmou que a manifestação foi pequena para os padrões do bolsonarismo, mas ressaltou que é necessário observar mais eventos para confirmar um possível enfraquecimento político. Ele mencionou que a confusão sobre o apoio ao impeachment de Lula pode ter impactado a mobilização. Ortellado lembrou que oscilações em eventos de protesto são comuns, citando manifestações contra Dilma Rousseff em 2016.
A contagem de participantes foi realizada por meio de um método que utiliza inteligência artificial para identificar e contar indivíduos em imagens aéreas. O sistema apresentou uma precisão de 72,9% e uma acurácia de 69,5% na identificação, com um erro percentual médio de 12% em contagens de grandes grupos.
Entre na conversa da comunidade