A CERN, localizada na fronteira entre Suíça e França, está em meio a um debate sobre o futuro da física de partículas. A proposta de construir o Future Circular Collider (FCC), um acelerador de partículas com um túnel de 91 quilômetros, visa superar o Large Hadron Collider (LHC) e custará pelo menos US$ 30 bilhões. […]
A CERN, localizada na fronteira entre Suíça e França, está em meio a um debate sobre o futuro da física de partículas. A proposta de construir o Future Circular Collider (FCC), um acelerador de partículas com um túnel de 91 quilômetros, visa superar o Large Hadron Collider (LHC) e custará pelo menos US$ 30 bilhões. O FCC promete colidir prótons com energias até oito vezes maiores que as do LHC, com a esperança de descobrir novas partículas que possam esclarecer questões fundamentais da física, como a natureza da matéria escura.
O plano é dividido em duas fases: a primeira, um colisor de elétrons e pósitrons, começaria em 2045 e funcionaria como uma “fábrica de Higgs”, permitindo o estudo aprofundado do bóson de Higgs. No entanto, a proposta enfrenta resistência de parte da comunidade científica, que critica a falta de consulta e o tempo necessário para a implementação, que se estenderia até 2070. Halina Abramowicz, da Universidade de Tel Aviv, expressou preocupação sobre o comprometimento de recursos em um projeto que pode não ser a solução ideal para os problemas do modelo padrão da física.
A insatisfação é crescente, com muitos pesquisadores temendo que a decisão de investir no FCC possa limitar outras inovações. A Alemanha já sinalizou que não aumentará suas contribuições orçamentárias, e a incerteza sobre o financiamento por parte dos estados membros da CERN pode comprometer o projeto. Além disso, propostas alternativas, como o International Linear Collider, que poderia ser mais econômico e rápido, estão sendo consideradas por alguns cientistas.
A CERN, que tem um histórico de cooperação científica internacional, enfrenta um momento decisivo. A decisão sobre o FCC será discutida em um relatório que será apresentado ao Conselho da CERN até dezembro de 2024. O futuro da física de partículas na Europa e as oportunidades de pesquisa para as próximas gerações de cientistas estão em jogo, enquanto a comunidade científica debate o melhor caminho a seguir.
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