A qualidade da água do rio Pinheiros continua sendo classificada como “péssima”, mesmo após os esforços do governo de São Paulo para revitalizar esse importante curso d’água da capital. Essa informação foi revelada no relatório Observando os Rios 2025, publicado pela Fundação SOS Mata Atlântica, que analisou amostras de 112 rios em 14 estados da […]
A qualidade da água do rio Pinheiros continua sendo classificada como “péssima”, mesmo após os esforços do governo de São Paulo para revitalizar esse importante curso d’água da capital. Essa informação foi revelada no relatório Observando os Rios 2025, publicado pela Fundação SOS Mata Atlântica, que analisou amostras de 112 rios em 14 estados da Mata Atlântica. Apenas 11 pontos (7,6% do total) receberam a classificação “bom”, enquanto nenhum alcançou o selo “ótimo”. Os cinco pontos com a pior avaliação estão na região metropolitana de São Paulo, incluindo quatro trechos do Pinheiros e o Ribeirão dos Meninos.
As análises foram realizadas por voluntários da ONG, que consideraram fatores como o nível de oxigênio dissolvido, pH e a presença de peixes para calcular o Índice de Qualidade da Água (IQA). Qualquer valor abaixo de 20 é considerado “péssimo”, e todos os trechos do Pinheiros apresentaram IQAs entre 18 e 19. A SOS Mata Atlântica enfatiza a necessidade de um “esforço conjunto de toda a sociedade” para a recuperação do rio, citando o exemplo do rio Sena, em Paris, que recebeu investimentos significativos para sua revitalização.
Nos últimos anos, o governo paulista lançou diversos projetos para despoluir os rios da Grande São Paulo, como o Novo Rio Pinheiros e o IntegraTietê. Atualmente, escavadeiras estão removendo sedimentos do fundo do Pinheiros e do Tietê, enquanto embarcações retiram lixo flutuante. Recentemente, a secretária de Meio Ambiente, Natália Resende, anunciou um novo investimento de R$ 147,2 milhões para desassorear o Tietê, prevendo melhorias até 2029.
Em resposta ao relatório, o governo paulista defendeu suas ações, afirmando que medições da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) indicaram uma melhora no IQA do Pinheiros em 2024. No entanto, os autores do estudo consideraram o cenário nacional “preocupante” e sem avanços significativos, alertando para a urgência de ações efetivas em um contexto de emergência climática. O documento destaca que a degradação dos recursos hídricos é um problema crítico, pois a poluição de um rio ocorre muito mais rapidamente do que sua recuperação.
Entre na conversa da comunidade