O município de Hontoria del Cerrato, em Palencia, enfrenta uma controvérsia em torno da instalação de um Stolperstein, um bloco memorial em homenagem a Antonio García Hevia, vítima do Holocausto. O prefeito, Juan Antonio Abarquero, do Partido Popular (PP), rejeitou a proposta, sugerindo que a família colocasse uma placa no cemitério, o que gerou indignação […]
O município de Hontoria del Cerrato, em Palencia, enfrenta uma controvérsia em torno da instalação de um Stolperstein, um bloco memorial em homenagem a Antonio García Hevia, vítima do Holocausto. O prefeito, Juan Antonio Abarquero, do Partido Popular (PP), rejeitou a proposta, sugerindo que a família colocasse uma placa no cemitério, o que gerou indignação entre os descendentes de Hevia. Eles argumentam que a instalação do bloco em uma rua visível é essencial para honrar a memória do ex-morador, especialmente no contexto do 80º aniversário da liberação do campo de Mauthausen-Gusen, onde ele morreu em 1941.
Durante uma reunião municipal, Abarquero defendeu sua posição, afirmando que a memória das vítimas da Guerra Civil e da ditadura franquista deve ser reconhecida, mas seus comentários foram interpretados como uma tentativa de equiparar os represaliados a seus opressores. A oposição, representada por Pablo Pastor, de Izquierda Unida, criticou a decisão, enfatizando que o Stolperstein deve ser colocado em um local de passagem para cumprir seu propósito de reflexão.
Mariano Alfambra, parente de Hevia, expressou sua determinação em buscar o reconhecimento adequado para seu ancestral, afirmando que não aceitarão a proposta de instalação no cemitério. Ele planeja levar o caso ao Procurador do Comum de Castilla e León e, se necessário, ao Defensor do Povo e à Secretaria de Estado por Memória Histórica e Democrática. A família acredita que a proposta do prefeito é uma forma de ocultar a memória de Hevia, insistindo que a homenagem deve ser visível e acessível a todos.
Os descendentes de Antonio García Hevia continuam a lutar por um Stolperstein em Hontoria del Cerrato, afirmando que não desistirão de sua reivindicação. Eles consideram a proposta do cemitério como uma tentativa de minimizar a importância da memória histórica e prometem persistir até que a homenagem adequada seja realizada em um local de destaque na comunidade.
Entre na conversa da comunidade