Pesquisadores descobriram como a enguia-dos-pântanos-asiática pode mudar de fêmea para macho. Esse peixe de água doce, que começa sua vida como fêmea, faz essa troca devido a mudanças na temperatura. O estudo, publicado em uma revista científica, mostra que o calor ativa genes que fazem a enguia se tornar macho. Isso acontece por causa de uma proteína chamada Trpv4, que controla a entrada de cálcio nas células, dependendo da temperatura.
Além disso, mudanças no ambiente podem afetar o DNA da enguia, alterando como os genes que determinam o sexo funcionam. Embora os cientistas tenham encontrado evidências desse processo, eles afirmam que ainda são necessárias mais pesquisas para confirmar tudo. Essa descoberta pode ser útil na aquicultura, pois controlar a temperatura pode ajudar a gerenciar a reprodução desse peixe, que é importante economicamente.
Pesquisadores identificaram um mecanismo que explica a reversão de sexo na enguia-dos-pântanos-asiática (Monopterus albus), um peixe de água doce. O estudo, publicado na revista Water Biology and Security, revela que a mudança de fêmea para macho é induzida por alterações de temperatura. Essa espécie é a única de água doce que apresenta hermafroditismo protogínico, ou seja, nasce fêmea e se transforma em macho ao longo da vida.
A pesquisa anterior já indicava que essa transformação está relacionada a variações nos níveis hormonais e na expressão genética. Os cientistas descobriram que a temperatura quente ativa genes masculinos em tecidos ovarianos, um processo mediado pela proteína Trpv4. Essa proteína, que faz parte dos canais iônicos, regula a entrada de cálcio nas células, dependendo da temperatura.
O estudo sugere que a Trpv4 pode ser um elo entre fatores ambientais e a determinação sexual. Alterações epigenéticas no DNA, influenciadas por sinais do ambiente, afetam a expressão dos genes que regulam o sexo e a hormonalidade, resultando na troca de sexo da enguia. Apesar das evidências, os pesquisadores ressaltam que mais provas experimentais são necessárias para confirmar essas observações.
A descoberta pode ter implicações significativas para a aquicultura, já que a manipulação da temperatura é uma estratégia viável para controlar a reprodução desse peixe economicamente importante. A pesquisa abre novas possibilidades para entender como as condições ambientais influenciam os mecanismos biológicos que determinam o sexo dos organismos.
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