O cultivo de algodão no Paraná, que foi muito forte entre os anos 1980 e 1990, está voltando a crescer. Depois de um tempo em que a produção caiu por causa de pragas e da popularidade da soja, os agricultores estão animados com a possibilidade de ganhar mais dinheiro com o algodão do que com a soja. Um agricultor, Aristeu Sakamoto, está plantando 30 hectares de algodão e espera colher mais de 250 arrobas por hectare, o que deve trazer uma renda maior do que a da soja e do milho. Outro produtor, José Antônio Borghi, também está investindo no algodão, que é mais resistente às mudanças climáticas. Eles fazem parte de um projeto da Associação dos Cotonicultores Paranaenses (Acopar), que quer aumentar a área plantada para 20 mil hectares em cinco anos. A Acopar também planeja construir uma nova algodoeira até 2027, com um investimento de R$ 6 milhões. Atualmente, o algodão do Paraná é processado em São Paulo, o que encarece a produção. O custo para plantar algodão no Paraná é menor do que em outras regiões do Brasil. Além disso, a colheita no Paraná acontece antes da de outros estados, o que ajuda a abastecer o mercado. Especialistas acreditam que a nova geração de produtores está mais preparada e que a instalação da algodoeira pode ser um grande passo para o crescimento do cultivo. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) vê essa volta do algodão como uma boa oportunidade para os agricultores diversificarem suas fontes de renda.
O cultivo de algodão no Paraná, que foi o maior produtor do Brasil entre os anos 1980 e 1990, está sendo revitalizado por agricultores locais. Após um período de declínio devido a pragas e à expansão da soja, a expectativa é que a rentabilidade do algodão supere a da soja. O agricultor Aristeu Sakamoto, que destina trinta hectares para a safra 2024/25, projeta colher mais de 250 arrobas de algodão por hectare, o que deve resultar em uma rentabilidade superior à das safras de soja e milho.
José Antônio Borghi, outro produtor, também aposta na cultura, diversificando sua plantação de soja. Ele espera colher 250 arrobas por hectare em sua propriedade, destacando que o algodão é mais resiliente às variações climáticas. Ambos os agricultores estão participando do projeto da Associação dos Cotonicultores Paranaenses (Acopar), que visa aumentar a área plantada para 20 mil hectares nos próximos cinco anos.
A Acopar planeja a instalação de uma nova algodoeira, prevista para 2027, com investimento de R$ 6 milhões do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Atualmente, o algodão paranaense é beneficiado em São Paulo, o que encarece a produção. A associação destaca que o custo de produção no Paraná é menor em comparação a outras regiões, com investimentos que variam entre R$ 12 mil e R$ 14 mil por hectare.
Além disso, a colheita no Paraná ocorre antes do restante do país, permitindo abastecer o mercado interno durante a entressafra. O agrônomo Eleusio Curvelo Freire ressalta que a nova geração de produtores está mais tecnificada, enquanto a instalação da algodoeira e a redução de impostos podem ser decisivas para o crescimento da cultura no Estado. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) vê a retomada do cultivo como uma oportunidade estratégica para diversificação de renda.
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