O setor agroalimentar do Brasil é muito importante para a economia do país, mas precisa de melhores políticas públicas. Um estudo do Banco Mundial aponta que é necessário direcionar mais recursos para a agricultura familiar e investir em pesquisa e infraestrutura, em vez de focar apenas no crédito para os produtores. O Brasil é o maior exportador de alimentos do mundo, com destaque para a soja, milho, carne bovina e açúcar. O setor representa uma parte significativa do emprego e das exportações, mas o apoio do governo é menor do que em outros países. Além disso, muitos brasileiros que vivem no campo enfrentam pobreza extrema e insegurança alimentar. O estudo também revela que a agricultura contribui para as emissões de gases que causam mudanças climáticas, resultando em perdas de produção. Para resolver esses problemas, o Banco Mundial sugere que o governo distribua melhor os recursos e amplie o crédito rural com foco em práticas sustentáveis. A economista Marie Paviot recomenda que mais dinheiro seja direcionado para apoiar a pesquisa e a infraestrutura, beneficiando assim todo o setor agroalimentar.
O setor agroalimentar brasileiro, embora reconhecido por sua alta produtividade e importância econômica, enfrenta a necessidade de políticas públicas mais inclusivas. Um estudo do Banco Mundial, que será divulgado hoje, ressalta a urgência de redirecionar recursos do Plano Safra para a agricultura familiar e aumentar investimentos em pesquisa e infraestrutura, priorizando essas áreas em vez do crédito direto ao produtor.
O Brasil se destaca como o maior exportador líquido de alimentos do mundo, com a produção de soja, milho, carne bovina e açúcar. O setor representa 16,2% da população empregada, 40% das exportações e 22% do PIB. No entanto, o apoio governamental ao setor é inferior ao de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com apenas 5% da receita bruta do setor, comparado à média de 10% da OCDE. Além disso, esse apoio tem diminuído, passando de 0,7% do PIB entre 2000 e 2022 para 0,5% entre 2020 e 2022.
O estudo também aponta que três milhões de famílias vivem em extrema pobreza nas áreas rurais do Brasil, e 18% das famílias enfrentam insegurança alimentar severa. A desigualdade no acesso a políticas públicas e serviços de extensão rural agrava esses problemas. A cadeia agroalimentar é responsável por 26% das emissões de gases de efeito estufa no país, tornando-se vulnerável às mudanças climáticas, com perdas de produção estimadas em 1% ao ano devido a eventos climáticos extremos.
Para enfrentar esses desafios, o Banco Mundial sugere uma distribuição mais inclusiva dos recursos públicos. O Plano Safra 2024/25 destina mais de R$ 400 bilhões à agricultura industrial e R$ 76 bilhões à agricultura familiar. A instituição recomenda expandir o crédito rural com critérios ambientais e aumentar a assistência técnica para práticas sustentáveis. A economista agrícola sênior do Banco Mundial, Marie Paviot, destaca que o Brasil deve direcionar mais recursos para práticas agrícolas sustentáveis e bens públicos, como pesquisa e infraestrutura, beneficiando todo o setor.
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