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Fóssil de Denisovan encontrado em Taiwan expande conhecimento sobre antigos humanos

Fósseis de mandíbula encontrados em Taiwan revelam que os Denisovans habitaram regiões quentes, ampliando nosso entendimento sobre essa espécie antiga.

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Um fóssil de mandíbula chamado Penghu 1, encontrado há mais de 20 anos na costa de Taiwan, foi identificado como pertencente aos Denisovans, um grupo de humanos antigos que foi descoberto pela primeira vez na Sibéria. A pesquisa, publicada na revista Science, confirmou que o fóssil é de um homem e ampliou o conhecimento sobre a presença dos Denisovans em climas mais quentes. O Penghu 1, que tem quatro dentes intactos, foi recuperado por pescadores a 25 quilômetros da costa e doado ao Museu Nacional de Ciências Naturais de Taiwan.

Os cientistas passaram mais de dois anos extraindo proteínas do fóssil para determinar sua identidade, que estava desconhecida até agora. Eles conseguiram isolar fragmentos de proteínas que combinam com sequências genéticas de um osso de dedo de Denisovan encontrado na Sibéria em 2008. A datação do fóssil é complicada, mas acredita-se que ele tenha mais de 50 mil anos. Essa descoberta é a segunda vez que restos fósseis são ligados aos Denisovans por meio de evidências moleculares, sendo a primeira em 2019, com um fóssil encontrado no Tibete. Essas informações ajudam a entender melhor a evolução humana em diferentes ambientes.

Um fóssil de mandíbula encontrado há mais de 20 anos na costa de Taiwan, denominado Penghu 1, foi identificado como pertencente aos Denisovans, um grupo de humanos antigos inicialmente descoberto em uma caverna na Sibéria. A pesquisa, publicada na revista Science, envolveu a extração de proteínas antigas do fóssil, o que confirmou a presença masculina da espécie e ampliou seu alcance geográfico para climas mais quentes.

O Penghu 1, que possui quatro dentes intactos, foi recuperado por pescadores a 25 quilômetros da costa oeste de Taiwan e posteriormente doado ao Museu Nacional de Ciências Naturais de Taiwan. A identidade do fóssil permaneceu desconhecida até que os pesquisadores, após dois anos de trabalho, conseguiram isolar fragmentos de proteínas que correspondem a sequências genéticas de um osso de dedo de Denisovan encontrado na caverna Denisova, na Sibéria, em dois mil e oito.

Os cientistas enfrentaram desafios para datar o fóssil, pois não havia amostras do sedimento em que ele foi encontrado. O geocronologista Rainer Grün, da Universidade Nacional da Austrália, indicou que o fóssil é mais antigo que cinquenta mil anos. Comparativamente, outro fóssil de Denisovan, encontrado no Tibete, é datado de pelo menos cento e sessenta mil anos.

Essas descobertas são significativas, pois representam a segunda vez que evidências moleculares ligam restos fósseis aos Denisovans, sendo a primeira em dois mil e dezenove, com um fóssil encontrado no Tibete. A pesquisa não apenas revela a diversidade geográfica dos Denisovans, mas também contribui para a compreensão da evolução humana em diferentes ambientes.

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