Um produtor de vinho na região de Bordelais foi multado em 500 euros por danificar 18 mil euros em vinhos ao cobrir códigos de barras em supermercados. Ele fez isso para protestar contra os preços baixos que dificultam a vida dos agricultores. O produtor, que também é um líder de jovens agricultores, disse que sua ação não afetou a qualidade do vinho. O tribunal considerou que ele tornou as garrafas “invendáveis”, mas a multa foi menor do que a pedida pelo Ministério Público, que era de mil euros. O produtor se mostrou insatisfeito, afirmando que a dificuldade dos agricultores não é ouvida.
Bordelais, o maior vinhedo AOC da França, está enfrentando uma crise de superprodução, com a área cultivada diminuindo de 125 mil hectares para 95 mil hectares. A colheita do ano passado foi a menor desde 1991, em parte devido a condições climáticas ruins. O setor espera que ações como o arranque de vinhedos ajudem a melhorar os preços do vinho. A situação é difícil para os viticultores, que enfrentam a concorrência de grandes supermercados que vendem vinhos a preços muito baixos. O produtor acredita que sua ação é uma forma de chamar a atenção para a crise que afeta os agricultores, que enfrentam dificuldades financeiras diariamente.
Um vigneron da região de Bordelais foi multado em R$ 500,00 por “deteriorar” R$ 18 mil em vinhos ao cobrir códigos de barras em supermercados. Ele alegou que a crise agrícola não é ouvida e que sua ação visava protestar contra os preços baixos que dificultam a sobrevivência dos produtores. O vigneron, que é secretário geral adjunto dos Jeunes agriculteurs na Gironde, planeja apelar da decisão.
Durante o julgamento, ele defendeu que “barrar códigos de barras não altera a qualidade do produto”. O tribunal de Libourne considerou que sua ação tornava as garrafas “invendáveis”, mas a multa foi inferior ao que o Ministério Público havia solicitado, que era de R$ 1 mil. O vigneron expressou sua insatisfação, afirmando que a “détresse” (angústia) dos agricultores não foi ouvida.
O Bordelais, o maior vinhedo AOC da França, enfrenta uma crise de superprodução, com a área cultivada reduzida de 125 mil hectares para 95 mil hectares. A colheita do ano passado foi a mais baixa desde 1991, em parte devido a condições climáticas adversas. A interprofissão do setor espera que medidas como o arranquio de vinhedos ajudem a estabilizar os preços do vinho.
A situação atual reflete um desafio significativo para os viticultores da região, que lidam com a pressão de grandes superfícies que vendem vinhos a preços muito baixos. O vigneron acredita que sua ação é uma forma de chamar a atenção para a crise que afeta as explorações agrícolas, que enfrentam dificuldades financeiras diariamente.
Entre na conversa da comunidade