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Pesquisadores revelam o maior e mais detalhado mapa cerebral de um camundongo já criado

Pesquisadores revelam o mais detalhado mapa cerebral de um camundongo, desafiando teorias sobre a atividade neuronal e suas conexões.

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Pesquisadores do projeto Machine Intelligence from Cortical Networks mapearam o cérebro de um camundongo em alta resolução, revelando mais de 200 mil células cerebrais, incluindo 82 mil neurônios e 500 milhões de sinapses. O estudo, publicado em 9 de abril na revista Nature, é um grande avanço na neurociência. Eles analisaram um milímetro cúbico do córtex visual do camundongo enquanto o animal assistia a vídeos, o que permitiu criar um mapa 3D detalhado das interações neuronais. Os resultados desafiam a ideia de que neurônios que se ativam juntos disparam juntos, mostrando que neurônios com respostas semelhantes a traços visuais formam conexões mais fortes, independentemente da distância. Os pesquisadores acreditam que essas descobertas podem ajudar a entender melhor como o cérebro funciona e planejam mapear o cérebro inteiro do camundongo em futuras pesquisas.

Pesquisadores do projeto Machine Intelligence from Cortical Networks (MICrONS) mapearam o cérebro de um camundongo em alta resolução, revelando mais de 200 mil células cerebrais, incluindo 82 mil neurônios e 500 milhões de sinapses. O estudo foi publicado em 9 de abril no periódico Nature e representa um avanço significativo na neurociência.

O mapeamento abrangeu um milímetro cúbico do córtex visual do camundongo, onde os cientistas registraram a atividade de quase 76 mil neurônios enquanto o animal assistia a vídeos. Essa abordagem permitiu a criação de um mapa 3D detalhado, que mostra a complexidade das interações neuronais em uma escala sem precedentes.

Os dados obtidos desafiam a teoria de que neurônios que se ativam juntos disparam juntos. Segundo o neurocientista Forrest Collman, essa nova pesquisa sugere que a relação entre a atividade neuronal e a estrutura cerebral é mais complexa do que se pensava. Os pesquisadores observaram que neurônios com respostas semelhantes a traços visuais formam conexões mais fortes, independentemente da distância entre eles.

Os autores do estudo esperam que essas descobertas ajudem a entender melhor os processos cerebrais. Clay Reid, neurobiologista e coautor, afirmou que essa pesquisa é apenas o começo da exploração da relação entre estrutura e função no cérebro. A equipe planeja mapear o cérebro inteiro do camundongo em futuras investigações.

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