Mario Vargas Llosa, um famoso escritor peruano, começou sua carreira política em 1987, quando fundou o Movimiento Libertad para protestar contra a nacionalização de bancos pelo presidente Alan García. Ele organizou grandes manifestações e, em 1990, se candidatou à presidência, defendendo ideias liberais, como a privatização de empresas estatais. Após perder para Alberto Fujimori, ele se afastou da política, mas continuou a comentar sobre assuntos importantes. Recentemente, surpreendeu ao apoiar políticos da extrema direita, como Keiko Fujimori e Jair Bolsonaro, e em 2022, disse que preferia Bolsonaro a Lula no Brasil. Ele também apoiou José Antonio Kast, que admira o ex-ditador Augusto Pinochet, mostrando uma mudança em suas crenças democráticas.
Vargas Llosa e a Política: Do Liberalismo à Extrema Direita
O renomado escritor Mario Vargas Llosa iniciou sua trajetória política em 1987, com a fundação do Movimiento Libertad, em protesto contra a nacionalização de bancos promovida pelo então presidente peruano Alan García. O autor de “Conversa na Catedral” viu na medida um risco à economia do país.
O movimento político surgiu a partir de um artigo publicado no jornal El Comercio, que convocou a população a se manifestar contra a política econômica de García. Em pouco tempo, Vargas Llosa liderou grandes comícios, como o que reuniu 130 mil pessoas na Praça San Martín.
A candidatura à presidência em 1990 marcou o auge da participação de Vargas Llosa na política. O escritor, que antes flertou com o marxismo e a Revolução Cubana, apresentou um programa ultraliberal, defendendo a privatização de estatais e a redução de direitos trabalhistas.
Em seu livro “Peixe na Água”, lançado em 1993, Vargas Llosa descreve seu choque com o cenário político. Ele admitiu que seu movimento reproduziu vícios de outros partidos, como o caudilhismo e o caciquismo. O escritor também reconheceu sua falta de experiência em lidar com as massas.
Após a derrota para Alberto Fujimori, Vargas Llosa se afastou da política ativa, mas continuou a se manifestar sobre temas relevantes. Nos últimos anos, o escritor surpreendeu ao se aproximar da extrema direita, apoiando figuras como Keiko Fujimori, filha do ex-ditador peruano, e o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
Em 2022, Vargas Llosa declarou preferir a vitória de Bolsonaro à volta de Lula à presidência do Brasil. O escritor também endossou o chileno José Antonio Kast, admirador do ditador Augusto Pinochet, demonstrando uma mudança em suas convicções democráticas.
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