Três novas espécies de plantas da Mata Atlântica foram descobertas em Linhares, Espírito Santo, em 2024. Duas delas pertencem à família Marantaceae e uma ao gênero Solanum. As espécies Saranthe rufopilosa e Ctenanthe brevibractea foram encontradas em janeiro, enquanto Solanum phrixothrix foi identificada em março. A descoberta das duas primeiras resultou de vinte anos de pesquisa e foi publicada na Revista Phytotaxa. A terceira espécie, relacionada ao jiló e ao tomate, teve sua primeira coleta há 200 anos, mas não havia registro científico até agora. Apenas duas amostras dessa planta foram coletadas até hoje, com um longo intervalo entre as coletas. A descrição da Solanum phrixothrix foi feita por pesquisadores de instituições como o Museu de História Natural de Londres e a UFMG, e publicada na Revista PhytoKeys.
Três novas espécies de plantas nativas da Mata Atlântica foram identificadas em 2024 em Linhares (Espírito Santo). As descobertas incluem duas plantas da família Marantaceae e uma do gênero *Solanum*, revelando a rica biodiversidade da região. A identificação das espécies ocorreu em janeiro e março deste ano.
As espécies *Saranthe rufopilosa* e *Ctenanthe brevibractea* foram encontradas na Reserva Natural Vale. Ambas pertencem à família Marantaceae, que possui cerca de 230 espécies no Brasil. A descoberta foi resultado de vinte anos de estudos, desde a identificação inicial até a publicação em artigo científico.
A descrição das novas espécies foi publicada na Revista *Phytotaxa*, especializada em flora, por pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A família Marantaceae é conhecida por plantas como o gengibre, e a identificação rigorosa foi crucial para confirmar a novidade das espécies.
A terceira espécie, *Solanum phrixothrix*, foi identificada em áreas próximas à reserva. A planta é do mesmo gênero do jiló, tomate e berinjela, e sua descoberta é notável devido ao longo intervalo entre as coletas das amostras. A primeira coleta ocorreu há 200 anos, mas não gerou registro científico.
Pesquisadores do Museu de História Natural (Londres), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) descreveram a *Solanum phrixothrix*. A planta foi publicada na Revista *PhytoKeys* em março. Segundo Patrícia Daros, diretora de Soluções Baseadas na Natureza da Vale, “somente duas amostras dessa planta foram coletadas até hoje, com diferença de 200 anos entre a primeira e a segunda coleta”.
Entre na conversa da comunidade