Matías Martínez Molina, um importante jornalista de economia, faleceu em São Paulo aos 88 anos. Ele foi um mentor para muitos profissionais e trabalhou em veículos como “Gazeta Mercantil” e “Folha de S.Paulo”. O velório acontecerá no cemitério Morumby, com sepultamento previsto para terça-feira. Nascido em Madri, ele se mudou para o Brasil em 1955 e se naturalizou em 1970. Formou-se em história pela USP e dedicou quase três décadas à “Gazeta Mercantil”, onde ocupou cargos de destaque. Molina também foi o primeiro editor da revista “Exame”. Conhecido por sua exigência na qualidade da informação, ele deixou obras importantes sobre a história da imprensa, como “Os melhores jornais do mundo” e “História dos jornais no Brasil”. Ele tentou, sem sucesso, salvar a “Gazeta Mercantil”.
Jornalista Matías Martínez Molina morre em São Paulo aos 88 anos
O renomado jornalista de economia, Matías Martínez Molina, faleceu nesta segunda-feira (21) em São Paulo, aos 88 anos. Considerado mentor de uma geração de profissionais, Molina teve uma trajetória marcante em veículos como “Gazeta Mercantil” e “Folha de S.Paulo”. O velório será realizado no cemitério Morumby, a partir das 14h de terça-feira (22), com sepultamento às 16h.
Histórico profissional e influência
Historiador por formação, Matías Molina dedicou 29 anos à “Gazeta Mercantil”, ocupando diversos cargos de destaque, incluindo diretor editorial e editor-chefe. Sua passagem pela Editora Abril resultou na fundação da revista “Exame”, da qual foi o primeiro editor.
Exigência e rigor no jornalismo
Molina era conhecido por seu rigor e exigência com a qualidade da informação. Segundo relatos de colegas, ele não hesitava em criticar textos mal apurados ou mal escritos, buscando sempre a precisão e a clareza. “Não escreva difícil, conte. Escreva uma carta a um amigo”, aconselhava aos jornalistas.
Origens e trajetória no Brasil
Nascido em Madri, em 1937, em meio à Guerra Civil Espanhola, Molina veio para o Brasil em 1955 com sua mãe. Naturalizou-se brasileiro em 1970, requisito legal para exercer o jornalismo no país durante a ditadura militar. Formou-se em história pela Universidade de São Paulo (USP).
Legado literário e contribuições à imprensa
O jornalista deixou um legado literário com obras como “Os melhores jornais do mundo” (2008) e “História dos jornais no Brasil” (2015). Sua atuação na imprensa econômica brasileira influenciou a cobertura de economia, empresas e finanças em diversas publicações, incluindo o jornal “Valor”. Molina lutou, sem sucesso, para salvar a “Gazeta Mercantil”, jornal onde trabalhou por quase três décadas.
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