O governo de Burkina Faso informou que conseguiu impedir um golpe de Estado contra o capitão Ibrahim Traoré, que lidera a junta militar. O plano, que teria sido organizado a partir da Costa do Marfim, contava com a participação de soldados e terroristas. O ministro da Segurança, Mahamadou Sana, disse que o ataque ao palácio presidencial estava previsto para a semana passada e tinha como objetivo causar caos no país. Os golpistas tentaram convencer oficiais do exército a se juntarem a eles, usando líderes religiosos. O governo também afirmou que duas pessoas ligadas ao golpe estão na Costa do Marfim e que informações foram passadas a terroristas para aumentar os ataques. Várias prisões foram feitas, incluindo de dois oficiais suspeitos de envolvimento no plano. As autoridades da Costa do Marfim ainda não se pronunciaram sobre as acusações. Burkina Faso, junto com Mali e Níger, se afastou da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental e se aproximou da Rússia.
O governo militar de Burkina Faso anunciou ter frustrado uma tentativa de golpe de Estado contra o capitão Ibrahim Traoré, líder da junta. A ação, supostamente orquestrada a partir da Costa do Marfim, envolveria soldados e líderes terroristas, segundo o Ministério da Segurança.
De acordo com o ministro Mahamadou Sana, a intenção era atacar o palácio presidencial na semana passada. O plano visava “semear o caos total e colocar o país sob a supervisão de uma organização internacional”. A declaração foi feita em pronunciamento na televisão estatal.
Esta é a mais recente de diversas alegações de tentativas de derrubar o líder da junta, que assumiu o poder em 2022, em meio ao aumento dos ataques de grupos extremistas. Estima-se que 40% do território burquinense esteja sob controle de grupos jihadistas.
Sana detalhou que os golpistas tentaram usar líderes religiosos e tradicionais para convencer oficiais do exército a apoiar o plano. O ataque à presidência estaria previsto para a última quarta-feira, dia 16 de abril de 2025.
Os supostos mentores do golpe estariam na Costa do Marfim, incluindo dois ex-oficiais do exército. Segundo o governo, informações sensíveis foram repassadas a terroristas para intensificar os ataques contra militares e civis, incitando uma revolta contra as autoridades.
Várias pessoas foram presas na semana passada, incluindo dois oficiais, sob suspeita de planejar desestabilizar o governo. As autoridades da Costa do Marfim ainda não comentaram as acusações.
Burkina Faso, juntamente com Mali e Níger, rompeu com a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) e formou uma nova aliança. Os países também cortaram laços com a França e se aproximaram da Rússia.
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