Uma pesquisa feita por mais de cinquenta equipes no Brasil analisou a replicabilidade de estudos na área biomédica e descobriu que menos da metade dos experimentos testados conseguiram ser repetidos com sucesso. O estudo, que foi coordenado pela Iniciativa Brasileira de Reproduzibilidade e publicado em 8 de abril na plataforma bioRxiv, ainda não passou pela revisão de especialistas. Os pesquisadores, que enfrentaram desafios durante a pandemia de COVID-19, revisaram artigos para identificar os métodos mais comuns e escolheram sessenta publicações para tentar replicar. A análise mostrou que apenas 21% dos experimentos foram replicáveis e que os efeitos observados nas publicações originais eram, em média, 60% maiores do que nas tentativas de replicação, sugerindo que os resultados publicados podem estar superestimados. Mariana Boechat de Abreu, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirmou que esses resultados podem ajudar a promover mudanças na ciência brasileira, seja por meio de políticas públicas ou reformas nas universidades.
Uma coalizão de mais de cinquenta equipes de pesquisa no Brasil avaliou a replicabilidade de estudos biomédicos e constatou que menos da metade dos experimentos testados puderam ser replicados. O estudo, coordenado pela Iniciativa Brasileira de Reproduzibilidade, foi publicado em 8 de abril na plataforma bioRxiv e ainda não passou por revisão por pares.
Os pesquisadores focaram em três métodos comuns na pesquisa biomédica brasileira. O projeto envolveu 213 cientistas de 56 laboratórios e foi realizado durante a pandemia de COVID-19, enfrentando desafios logísticos. A equipe revisou artigos de ciências da vida para identificar os métodos mais utilizados e selecionou sessenta publicações para replicação, baseando-se em critérios como a presença de informações estatísticas.
A análise revelou que apenas 21% dos experimentos foram replicáveis segundo critérios estabelecidos. Além disso, a magnitude dos efeitos observados nas publicações originais foi, em média, 60% maior do que nas tentativas de replicação, indicando uma tendência de superestimação nos resultados publicados.
Mariana Boechat de Abreu, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora do projeto, destacou que os resultados oferecem uma base para promover mudanças na ciência brasileira, seja por meio de políticas públicas ou reformas nas universidades.
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