Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Descendentes de italianos protestam em São Paulo contra restrições à cidadania italiana

Descendentes de italianos protestam em São Paulo contra decreto que limita cidadania a filhos e netos, ameaçando identidade cultural e economia.

0:00
Carregando...
0:00

Descendentes de italianos se reuniram em São Paulo no último sábado para protestar contra um decreto-lei da Itália que limita o direito à cidadania apenas a filhos e netos de italianos. O ato, que aconteceu na praça Cidade de Milão, contou com cerca de duzentas pessoas. A nova regra, que já está em vigor, precisa ser aprovada pelo Parlamento italiano até o final de maio para continuar válida. Especialistas e membros da comunidade ítalo-brasileira criticam a medida, afirmando que ela ameaça a identidade cultural e os laços entre Brasil e Itália. Wálter Fanganiello Maierovitch, um dos organizadores do protesto, defende que o jus sanguinis é essencial para manter a conexão entre a Itália e seus emigrantes. Ele também argumenta que a justificativa do governo italiano para combater fraudes na cidadania não é válida, sugerindo que o governo poderia exigir conhecimento da língua e cultura italianas em vez de restringir os direitos. Maierovitch alerta que cerca de quarenta milhões de brasileiros descendentes de italianos podem ser afetados pela nova regra, o que pode prejudicar a cultura italiana no exterior e também impactar a economia da Itália. O protesto é parte de uma mobilização maior contra o decreto, que é visto como uma medida populista. O lema da manifestação, “Não seremos estrangeiros na terra de nossos antepassados”, expressa a preocupação dos descendentes em manter seus direitos e identidade cultural.

Descendentes de italianos protestaram em São Paulo no último sábado (26) contra um decreto-lei italiano que restringe o direito à cidadania por descendência. O ato, realizado na praça Cidade de Milão, reuniu cerca de duzentas pessoas, segundo os organizadores. A medida, aprovada pelo Conselho de Ministros da Itália, limita a concessão da cidadania apenas a filhos e netos de italianos, afetando muitos descendentes.

O decreto, que entrou em vigor em março, precisa ser aprovado pelo Parlamento italiano até o final de maio para continuar válido. Especialistas e membros da comunidade ítalo-brasileira criticam a proposta, considerando-a uma ameaça à identidade cultural e aos laços históricos entre Brasil e Itália. O jurista e ex-desembargador Wálter Fanganiello Maierovitch, um dos organizadores do protesto, destacou que o jus sanguinis (princípio de transmissão da cidadania por sangue) é um elo fundamental entre a Itália e seus emigrantes.

Maierovitch argumenta que a justificativa do governo italiano de combater uma “indústria de passaportes” é insuficiente. Ele afirma que “crimes se combatem com polícia e Ministério Público, não com a eliminação de direitos”. O jurista estima que cerca de quarenta milhões de brasileiros descendentes de italianos podem ser impactados pela nova regra, que compromete não apenas o reconhecimento legal, mas também a continuidade da cultura italiana no exterior.

Impactos Econômicos e Culturais

Além das implicações culturais, Maierovitch alerta para possíveis prejuízos econômicos para a Itália. Ele afirma que a restrição à cidadania pode afetar o lucro obtido com o “made in Italy”. O jurista sugere que, em vez de um corte geracional, o governo poderia exigir conhecimento da língua, história e cultura italianas como critério para a cidadania.

O protesto em São Paulo faz parte de uma mobilização internacional contra o decreto, que é visto como uma medida populista e demagógica. O lema da manifestação, “Não seremos estrangeiros na terra de nossos antepassados”, reflete a preocupação dos descendentes em manter seus direitos e identidade cultural.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais