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Homem que chutou filha de 3 anos no Paraná é indiciado

Polícia afirma que homem também agrediu o filho de 5 anos e submetia as crianças a castigos considerados tortura

Câmeras registraram as agressões, que ocorreram em uma via pública da cidade de Francisco Beltrão | Reprodução/X
Câmeras registraram as agressões, que ocorreram em uma via pública da cidade de Francisco Beltrão | Reprodução/X

O homem flagrado por câmeras de segurança chutando a própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão, foi indiciado nesta segunda-feira (13) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) pelo crime de lesão corporal em contexto de violência doméstica e tortura.

O caso teve início após a agressão registrada em 5 de julho, quando as crianças estavam sob os cuidados do pai. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que o homem desfere um chute contra o rosto da menina em uma via pública.

O homem flagrado por câmeras de segurança chutando a própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão, foi indiciado nesta segunda-feira (13) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) pelo crime de lesão corporal em contexto de violência doméstica e tortura.

O caso teve início após a agressão registrada em 5 de julho, quando as crianças estavam sob os cuidados do pai. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que o homem desfere um chute contra o rosto da menina em uma via pública.

Em depoimento à polícia, o suspeito admitiu a agressão e afirmou que agiu por causa do choro e dos gritos da criança. Segundo a PCPR, ele disse não se lembrar completamente do ocorrido.

Durante a investigação, a polícia identificou ainda outros dois episódios de violência envolvendo os filhos do investigado.

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De acordo com o delegado Ricardo Moraes, no dia 2 de julho, o menino, de 5 anos, teria sido agredido no rosto com um pedaço de madeira. Fotografias das lesões foram recolhidas e encaminhadas para a produção de um laudo pericial indireto. O homem também foi indiciado por lesão corporal em contexto de violência doméstica por esse caso.

Além disso, a investigação apontou que o suspeito submetia as duas crianças a castigos físicos considerados degradantes. Segundo a polícia, ele obrigava os filhos a ajoelharem sobre tampinhas de garrafa, grãos de milho e feijão como forma de punição.

Ainda conforme o delegado, o sofrimento físico e psicológico imposto às vítimas motivou o indiciamento pelo crime de tortura.

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Os indiciamentos tiveram como base avaliações psicológicas realizadas pela rede de proteção às crianças, depoimentos de testemunhas e familiares, além das imagens da câmera de segurança que registraram a agressão do dia 5 de julho.

A Justiça também concedeu medidas protetivas em favor da mãe, das crianças, de familiares e de testemunhas para garantir a integridade física dos envolvidos.

Segundo a Polícia Civil, o investigado não possui antecedentes criminais no Paraná e segue preso preventivamente.

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