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Mari Luz Canaquiri recebe prêmio Goldman por defesa do rio Marañón e direitos indígenas

Mari Luz Canaquiri Murayari, líder indígena, é premiada com o Goldman 2025 e celebra a proteção do rio Marañón como sujeito de direitos.

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Mari Luz Canaquiri Murayari, uma líder indígena kukama kukamiria, ganhou o Prêmio Goldman 2025 em San Francisco no dia 21 de abril. Este prêmio é conhecido como o “Nobel verde” e reconhece sua luta de mais de 30 anos pela proteção do rio Marañón, que é sagrado para seu povo. Durante seu discurso, ela falou sobre a crise política no Peru e a dificuldade das mulheres indígenas em serem ouvidas, dedicando o prêmio a todos que perderam a vida defendendo a natureza. Recentemente, a Corte Superior de Justiça de Loreto reconheceu o rio Marañón como sujeito de direitos, determinando que o Estado violou esses direitos e ordenou ações para evitar derrames de petróleo. O oleoduto que passa pela região já causou mais de 60 derrames. Canaquiri fundou uma federação de mulheres para lutar pela preservação do rio após um grande derrame em 2000. Em 2021, as mulheres kukama processaram o Estado para reconhecer a personalidade jurídica do Marañón, tornando-se um símbolo de resistência. Com a nova decisão judicial, outras comunidades indígenas no Peru estão se unindo para proteger seus rios, e Canaquiri continua a exigir respeito aos direitos indígenas e responsabilidade das empresas que causam danos ambientais.

Mari Luz Canaquiri Murayari, líder indígena kukama kukamiria, recebeu o Prêmio Goldman 2025 em San Francisco, nos Estados Unidos, no dia 21 de abril. O prêmio, considerado o “Nobel verde”, reconhece sua luta de mais de 30 anos pela proteção do rio Marañón, que é sagrado para seu povo.

Canaquiri destacou a crise política no Peru e a dificuldade de fazer ouvir as vozes das mulheres indígenas. Ela se tornou a sétima peruana a ser premiada, unindo-se a outras defensoras ambientais. Durante seu discurso, enfatizou que a conquista é coletiva e dedicada aos que perderam a vida defendendo a natureza.

Recentemente, a Corte Superior de Justiça de Loreto reconheceu o rio Marañón como sujeito de direitos, um marco na proteção ambiental. O tribunal determinou que o Estado violou esses direitos e ordenou medidas para evitar futuros derrames de petróleo, além de reconhecer os kukama kukamiria como guardiões legítimos do rio.

O Marañón, que percorre mais de 1.700 quilômetros até o Amazonas, enfrenta constantes ameaças devido ao Oleoduto Norperuano, que já registrou mais de 60 derrames de petróleo. Canaquiri fundou a Huaynakana Kamatahuara Kana, uma federação de mulheres que luta pela preservação do rio, após um grande derrame em 2000.

Em 2021, as mulheres kukama decidiram processar o Estado peruano, buscando o reconhecimento da personalidade jurídica do Marañón. Essa ação se tornou um símbolo de resistência, especialmente após tentativas de criminalização de Canaquiri por parte de autoridades e empresas.

Com a recente decisão judicial, outras comunidades indígenas no Peru estão se mobilizando para proteger seus rios. Canaquiri reafirma que a luta continua, exigindo respeito aos direitos indígenas e responsabilidade das empresas que causam danos ambientais.

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