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Brasil participa do Projeto Dune para desvendar mistérios do universo com neutrinos

Brasil lidera no Projeto Dune, que investirá U$ 3,7 bilhões em pesquisa sobre neutrinos e mistérios do universo, com início em 2030.

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O Projeto Dune é uma pesquisa internacional que vai estudar neutrinos, partículas que surgiram após o Big Bang, e busca entender mistérios como a origem da matéria e a formação de buracos negros. Com início previsto para 2030, o projeto terá um investimento de 3,7 bilhões de dólares e contará com a participação de 1,4 mil cientistas de 37 países, sendo a Unicamp a principal representante do Brasil. O Brasil vai contribuir com a purificação de argônio líquido e um detector de luz chamado X-Arapuca, que são essenciais para o experimento. As cavernas onde os experimentos serão realizados estão a 1,6 quilômetro de profundidade e vão conter argônio líquido puríssimo. Os neutrinos são difíceis de detectar, mas suas interações com o argônio vão ajudar os cientistas a responder perguntas sobre a formação do universo. Além disso, a pesquisa pode levar a avanços tecnológicos que beneficiarão outras áreas. O projeto é considerado um dos mais ambiciosos da atualidade e a expectativa é que o primeiro feixe de neutrinos seja lançado em 2030.

O Projeto Dune, um ambicioso experimento internacional de análise de neutrinos, começará em 2030 com um investimento de U$ 3,7 bilhões. O projeto envolve 1,4 mil cientistas de 37 países, com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) liderando a participação brasileira.

O Dune, que significa Deep Underground Neutrino Experiment (Experimento Subterrâneo Profundo de Neutrinos), busca responder questões sobre a origem da matéria e a formação de buracos negros. As pesquisas serão realizadas em cavernas localizadas a 1,6 quilômetro abaixo da superfície, entre os estados de Illinois e Dakota do Sul. Cada caverna terá 150 metros de altura e 150 metros de comprimento, contendo 17 mil toneladas de argônio líquido puríssimo.

O Brasil contribuirá com a purificação do argônio e com o detector de luz X-Arapuca, essenciais para registrar as interações dos neutrinos. O professor Pascoal Pagliuso, coordenador da pesquisa pela Unicamp, destaca que os neutrinos são partículas subatômicas que surgiram após o Big Bang e estão presentes em todo o universo, mas são extremamente difíceis de detectar.

Objetivos do Projeto

Os cientistas esperam esclarecer por que a matéria prevaleceu sobre a antimatéria após o Big Bang. Além disso, o projeto investigará a formação de buracos negros, que ocorre durante a explosão de estrelas. Os neutrinos emitidos nessas explosões podem fornecer informações cruciais sobre esses fenômenos.

Outro aspecto importante do Dune é a possibilidade de observar o decaimento de prótons, um fenômeno teórico que, se comprovado, poderá revolucionar a física moderna. O argônio líquido servirá como meio para as interações dos neutrinos, enquanto o X-Arapuca capturará a luz gerada durante essas reações.

Impacto e Colaboração

O investimento total do projeto é significativo, com o Departamento de Energia dos Estados Unidos sendo o maior financiador. O Brasil destinará cerca de R$ 200 milhões, com R$ 88,6 milhões provenientes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). As escavações das cavernas foram concluídas em agosto de 2024, e a construção dos equipamentos está em andamento.

O Dune é considerado um marco na pesquisa científica, com potencial para gerar avanços tecnológicos que beneficiarão diversas áreas. A Unicamp, além de liderar a pesquisa, desenvolveu tecnologias que podem ser aplicadas em outras situações, como a purificação de gases e líquidos.

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