As aves que viviam soltas no parque da Água Branca, em São Paulo, agora estão confinadas. A concessionária que administra o parque desde 2022 decidiu doar a maioria delas, ignorando pedidos da comunidade. O parque, que sempre foi um espaço onde crianças podiam ver galinhas, patos e pavões, está em estado de abandono. Apesar de algumas estruturas ainda estarem lá, a ideia de um parque natural foi deixada de lado. A administração não fez as melhorias prometidas e, após a emergência da gripe aviária, decidiu prender as aves restantes. A situação do parque é preocupante, e a instalação de eventos como a Casacor, que não se alinha com a tradição do local, gerou críticas de moradores que sentem que o espaço público está sendo esvaziado de seu uso social.
As aves que habitavam o parque da Água Branca, em São Paulo, foram confinadas pela concessionária responsável, que assumiu a administração em 2022. A decisão, anunciada no final de março, gerou descontentamento na comunidade, que via o espaço como um local de contato com a fauna local.
O parque, que sempre foi um ponto de encontro para crianças e famílias, perdeu a maioria das suas aves, que foram doadas, enquanto as que restaram permanecem em cativeiro. A situação é considerada uma “tragédia urbana” por moradores, que destacam a importância do parque como um espaço de interação com a natureza.
Desde que a nova administração assumiu, o parque não recebeu as melhorias prometidas. Em 2023, a emergência sanitária devido à gripe aviária levou ao confinamento das aves. Apesar dos apelos da comunidade, a concessionária não demonstrou interesse em manter a tradição do local.
Abandono e Críticas
O parque da Água Branca, que já contava com cavalos, tanques de peixes e uma vegetação rica, está em estado de abandono. A ideia de um espaço que promovia a simplicidade e a natureza foi deixada de lado. A associação de moradores Amora Perdizes criticou a privatização e o esvaziamento do uso social do parque.
Recentemente, o parque voltou a receber a Feira Nacional da Reforma Agrária, mas a instalação da Casacor, um evento de decoração, gerou polêmica. Moradores questionam como essas iniciativas podem beneficiar a conservação do patrimônio ambiental e zoológico do parque, que já enfrenta desafios significativos.
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