Faustino Cordón foi um farmacêutico e biólogo que viveu momentos intensos durante a Guerra Civil Espanhola. Ele se destacou como chefe de armamento do Quinto Regimento, onde, apesar de não ser químico, se ofereceu para ajudar na fabricação de explosivos. Após a guerra, enfrentou campos de concentração, mas continuou seus estudos e se tornou um importante cientista. Cordón fez descobertas sobre proteínas e trabalhou em várias patentes farmacêuticas. Ele também tentou explicar a origem da vida em sua obra, que ficou inacabada. Apesar de ter sido ignorado por muitos na academia, sua influência na ciência espanhola foi significativa. Ele morreu em 1999, deixando um legado que inclui um arquivo pessoal preservado na Biblioteca Nacional e uma página na internet com suas obras.
Faustino Cordón, um farmacêutico e biólogo, teve uma trajetória marcada pela Guerra Civil Espanhola e pela ciência. O livro “Faustino Cordón, el biólogo insumiso” revela sua vida, incluindo descobertas sobre proteínas e sua obra inacabada sobre a origem da vida.
Cordón, que se destacou como chefe de armamento do Quinto Regimento, sobreviveu a campos de concentração e se tornou uma figura influente na ciência espanhola. O livro, escrito por sua filha Elena e a jornalista Elvira de Miguel, compila materiais escritos e sonoros deixados por Cordón, um dos cientistas mais atípicos da história da Espanha.
Nascido em uma família liberal em 1909, Cordón se envolveu com o comunismo e se destacou em várias áreas. Ele viveu em Paris, onde conheceu Picasso, e decidiu estudar Farmácia em Madrid. Durante a guerra, ele foi nomeado chefe de armamento, onde trabalhou em condições adversas, enfrentando explosões e ferimentos graves.
Após a guerra, Cordón passou mais de um ano em campos de concentração, mas continuou seus estudos. Em 1940, foi libertado e começou sua carreira científica nos laboratórios Zeltia, onde fez importantes descobertas, como a isolação da insulinasa. Sua pesquisa contribuiu para o desenvolvimento de várias especialidades farmacêuticas.
Apesar de enfrentar barreiras no sistema acadêmico, Cordón se destacou por suas ideias inovadoras. Ele elaborou um tratado sobre a origem da vida e descobriu a capacidade de certas proteínas de se multiplicarem, conceito que só foi reconhecido décadas depois com a descoberta dos prions. Sua obra, que inclui o livro “Cocinar hizo al hombre”, reflete sua visão sobre a evolução humana.
O legado de Cordón é preservado na Biblioteca Nacional, onde seu arquivo pessoal está disponível. Seu trabalho continua a inspirar novas gerações de cientistas, destacando a importância de sua contribuição para a biologia e a filosofia evolutiva na Espanha.
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