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Fotógrafo captura imagem icônica da tragédia da dana e ganha prêmio Ortega y Gasset

Fotoperiodista Óscar Corral ganha prêmio Ortega y Gasset por imagem que simboliza solidariedade em meio à tragédia das chuvas em Valencia.

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O fotoperiodista Óscar Corral, de 43 anos, tem se destacado na cobertura das inundações em Valencia. Ele capturou uma foto marcante que mostra bombeiros segurando um poste danificado enquanto um homem passa com um carrinho de compras. Essa imagem se tornou um símbolo de solidariedade durante a crise e rendeu a Corral o prêmio Ortega y Gasset pela melhor fotografia. Ele reconhece que a foto foi um “instante decisivo”, e que a cena tinha um impacto forte, representando o trabalho dos serviços públicos. Corral, que tem mais de 15 anos de experiência com o jornal EL PAÍS, acredita que o papel dos fotoperiodistas é essencial para documentar desastres, pois são eles que conseguem transmitir a realidade de forma honesta e impactante. Ele também menciona que não se pode resumir a tragédia em uma única imagem, já que muitos aspectos ficam de fora.

O fotoperiodista Óscar Corral foi premiado com o prêmio Ortega y Gasset pela sua fotografia emblemática que retrata a solidariedade durante a tragédia causada pela dana em Valencia. A imagem, capturada em 12 de novembro, mostra bombeiros segurando um poste danificado enquanto um homem passa ao lado com um carrinho de víveres, simbolizando a luta pela vida em meio à crise.

Corral, que tem 43 anos e é natural de Santiago de Compostela, estava cobrindo a situação em Valencia há quase duas semanas. Ele reconhece que a cena que fotografou se assemelha à famosa imagem de Joe Rosenthal em Iwo Jima, despertando a atenção de um país afetado pelas inundações. O fotógrafo destaca que a imagem é um tributo aos serviços públicos e à presença do Estado em momentos críticos.

A captura foi um momento de sorte, segundo Corral, que enfatiza a importância do “instante decisivo”. Ele optou por não modificar a imagem original, pois acreditava que sua composição era perfeita. O fotógrafo, que trabalha há mais de 15 anos para o jornal EL PAÍS, acredita que a tragédia da dana não pode ser resumida em uma única fotografia, apesar do impacto que sua imagem teve.

Corral também critica a tendência de capturar imagens lacrimógenas, preferindo focar em representações que informem de forma honesta. Ele ressalta que, em um mundo onde qualquer um pode tirar fotos, o papel dos fotoperiodistas é crucial para documentar desastres e criar imagens que perdurem na memória coletiva.

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