Uturuncu é um vulcão na Bolívia que não entra em erupção há mais de 250.000 anos, mas ainda mostra sinais de atividade, como plumas de gás e terremotos. Pesquisadores descobriram que essa atividade é causada por um sistema hidrotermal que interage com um grande reservatório de magma, mas não há indícios de que o vulcão esteja prestes a entrar em erupção. Abaixo de Uturuncu, a cerca de 10 a 20 quilômetros de profundidade, existe um enorme reservatório de magma. Cientistas analisaram dados sísmicos e outras informações para entender melhor o que acontece dentro do vulcão. Eles descobriram que o magma aquece líquidos subterrâneos e libera gases, o que provoca tremores e deformações na rocha. Apesar da atividade, os pesquisadores afirmam que o vulcão não está em risco de erupção no momento, pois não há aumento na atividade sísmica. A pesquisa ajuda a entender melhor os vulcões e pode ser útil para identificar quais deles podem representar riscos no futuro.
Uturuncu, um vulcão conhecido como “vulcão zumbi”, não entra em erupção há mais de 250 mil anos, mas apresenta sinais de atividade, como plumas de gás e terremotos. Pesquisadores descobriram que essa atividade é causada por um sistema hidrotermal interagindo com um grande reservatório de magma, sem indícios de uma erupção iminente.
Estudos recentes, publicados na revista *Proceedings of the National Academy of Sciences*, revelaram que a deformação do vulcão é resultado da interação entre magma, gases e fluidos salinos em uma rede hidrotermal. O reservatório de magma, conhecido como Altiplano-Puna Magma Body, está localizado a profundidades entre 10 e 20 quilômetros e é o maior corpo de magma ativo da crosta terrestre.
Os cientistas analisaram mais de 1.700 eventos sísmicos entre 2009 e 2012 para criar imagens de alta resolução da crosta sob Uturuncu. Eles também registraram mudanças elétricas e gravitacionais, além de alterações na química das rochas. Essas análises mostraram que a movimentação de gases e líquidos subterrâneos provoca tremores e deformações na rocha, resultando em uma elevação de cerca de 1 centímetro por ano na superfície do vulcão.
Interpretações dos Especialistas
O coautor do estudo, Mike Kendall, professor da Universidade de Oxford, afirmou que não há aumento na atividade sísmica que indique um movimento de magma. “Estamos vendo apenas o vulcão liberando vapor e se acalmando”, disse. A pesquisa também destaca que, embora Uturuncu mostre atividade, isso não significa que esteja prestes a entrar em erupção.
Dr. Benjamin Andrews, do Programa Global de Vulcanismo do Museu Nacional de História Natural, ressaltou a importância de combinar diferentes métodos de análise para entender a dinâmica interna do vulcão. Essa abordagem pode ajudar a identificar quais vulcões zumbis estão em risco de erupção e quais estão em um processo de resfriamento.
Implicações Futuras
Cerca de 50 vulcões zumbis foram registrados globalmente, apresentando características como fontes termais e fumarolas. Os novos achados sobre Uturuncu podem auxiliar na exploração de fontes de energia geotérmica e depósitos minerais, como cobre e níquel. A pesquisa em andamento busca entender melhor a anatomia dos vulcões e suas fases de desenvolvimento, o que é crucial para a avaliação de riscos e perigos associados.
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