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Legisladores de Cidade do México proíbem touradas violentas em meio a debates culturais

Legisladores da Cidade do México proíbem touradas violentas, gerando reações entre defensores dos direitos dos animais e matadores.

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Recentemente, os legisladores da Cidade do México decidiram proibir a tourada violenta, o que gerou reações diferentes entre defensores dos direitos dos animais e matadores, como Diego Silveti, que vê a tourada como uma tradição importante. Silveti, um matador de quarta geração, acredita que a tourada é sua vocação e está disposto a arriscar sua vida por ela. Ele realiza rituais antes de cada luta, como deixar sua aliança de casamento em um altar e rezar. Embora a proibição não impeça os matadores de lutar, ela proíbe matar os touros na arena, o que, segundo Silveti, vai contra a essência da tourada. A prática tem raízes na Espanha e se misturou com tradições indígenas no México, especialmente em Yucatán, onde é considerada parte do patrimônio cultural. Em Yucatán, a tourada é vista como um rito sacrificial, refletindo crenças antigas. Silveti cresceu em uma família de matadores e espera que seus filhos escolham seu próprio caminho, embora ele os apoiaria se quisessem seguir seus passos. A tourada também gera empregos e é uma parte importante da cultura local, mas grupos contra a violência animal, como Cultura sin Tortura, estão lutando para acabar com essa prática em outros estados do México. Criadores de gado, por sua vez, veem os touros como seres especiais e cuidam deles com carinho. A tourada é uma mistura de arte e tradição, e muitos matadores, como Silveti, respeitam a vida do touro mesmo ao finalizá-la.

Legisladores da Cidade do México proíbem touradas violentas

A Cidade do México aprovou recentemente uma lei que proíbe a tourada violenta, gerando reações diversas. Defensores dos direitos dos animais celebraram a decisão, enquanto matadores e aficionados, como Diego Silveti, expressaram preocupação com a continuidade da tradição.

Silveti, um matador de quarta geração, afirmou que a tourada é uma vocação que ele abraça, mesmo ciente dos riscos. “Estou disposto a perder minha vida se necessário”, disse. A nova legislação permite que matadores ainda lutem contra os touros, mas proíbe a morte dos animais na arena.

A tradição da tourada no México remonta à colonização espanhola e é considerada patrimônio cultural em várias regiões, incluindo Yucatán. O pesquisador Antonio Rivera destacou que as touradas refletem rituais sacrificial de culturas antigas, onde o sangue era visto como fertilizante da terra.

Em Yucatán, a tourada foi declarada patrimônio cultural em 2021, com o objetivo de preservar a memória ancestral. Silveti, que cresceu em uma família de matadores, enfatizou que a paixão pela tourada é uma herança familiar. Ele também mencionou que seus filhos decidirão seu futuro, mas ele os apoiaria se optassem pela mesma carreira.

Aproximações e reações à nova lei variam. A secretária do Meio Ambiente, Julia Álvarez, afirmou que os legisladores fizeram história. Por outro lado, grupos como Cultura sin Tortura celebraram a proibição e continuarão a lutar contra a tourada em outras regiões do país.

Os criadores de gado, por sua vez, veem os touros como seres fascinantes, dedicando anos ao seu cuidado. Manuel Sescosse, proprietário de um rancho, destacou que a criação de touros é tão emocionante quanto a própria tourada.

A nova legislação representa um marco na luta pelos direitos dos animais, mas também levanta questões sobre a preservação de tradições culturais profundamente enraizadas no México.

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