Um estudo recente revelou que apenas 0,001% do fundo do mar profundo foi documentado visualmente, o que é uma área muito pequena, equivalente ao tamanho de Manaus. A pesquisa, liderada por Katy Croff Bell, mostra que a maioria dos mergulhos em águas profundas ocorreu perto da costa de apenas três países: Estados Unidos, Japão e Nova Zelândia. Isso significa que a exploração do fundo do mar é muito limitada e que ainda há muito a descobrir sobre os ecossistemas e a geologia dessa região. A exploração é cara e demorada, e mesmo que começássemos a mapear mais áreas agora, levaria milhares de anos para completar. A falta de dados sobre o fundo do mar pode afetar decisões sobre mineração submarina, que pode prejudicar esses ecossistemas ainda pouco conhecidos.
Um estudo recente revelou que apenas 0,001% do leito marinho profundo foi documentado visualmente, destacando a necessidade urgente de mais pesquisas antes de iniciar a mineração submarina. A pesquisa, liderada por Katherine Bell da Ocean Discovery League, foi publicada na revista *Science Advances*.
Desde 1958, quando o submersível Trieste começou a explorar as profundezas, os cientistas documentaram cerca de 3.800 quilômetros quadrados do fundo do mar profundo. Isso equivale a uma área do tamanho de Manaus, no Amazonas. Bell afirmou que, mesmo com mil plataformas de estudo operando simultaneamente, levaria 100 mil anos para mapear completamente essa região.
A concentração de mergulhos em áreas costeiras é alarmante. Dos 44 mil mergulhos analisados, 65% ocorreram perto do litoral de apenas três países: Estados Unidos, Japão e Nova Zelândia. Essa limitação geográfica compromete a compreensão da diversidade de ecossistemas e geologia do oceano profundo.
A exploração do fundo do mar é essencial para entender como as mudanças climáticas e as atividades humanas afetam os oceanos. Bell destacou que mais informações são necessárias para tomar decisões embasadas sobre a mineração submarina. A pesquisa também revelou que 99,7% dos mergulhos foram realizados por países de alta renda, o que limita a diversidade de dados coletados.
Os custos de exploração são altos, variando de US$ 2 milhões a US$ 20 milhões por quilômetro quadrado. A Dra. Bell enfatizou que a situação atual é comparável a extrapolar informações de uma área menor que Houston para todo o planeta. A falta de exploração em áreas do oceano profundo pode resultar na perda de informações valiosas sobre a vida marinha e seus ecossistemas.
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