Líderes da França, Alemanha, Polônia e Reino Unido se reuniram em Kiev para pedir um cessar-fogo de 30 dias na guerra entre Rússia e Ucrânia. Eles foram apoiados pelos Estados Unidos, que ameaçaram impor sanções severas à Rússia se ela não aceitar a proposta. A Ucrânia já havia solicitado um cessar-fogo anteriormente, mas a Rússia sempre rejeitou, exigindo que as entregas de armas ocidentais parassem primeiro. Durante a visita, os líderes europeus prestaram homenagem aos soldados ucranianos mortos e reafirmaram seu apoio à Ucrânia. O chanceler alemão destacou que a ajuda ao país continuará, mesmo que a Rússia não aceite o cessar-fogo. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia afirmou que a trégua poderia abrir caminho para negociações de paz. A reunião em Kiev também foi uma resposta às celebrações em Moscou pelo Dia da Vitória, onde o presidente russo homenageou seus soldados. A Rússia, por sua vez, não respondeu diretamente ao ultimato, mas criticou as declarações dos países ocidentais.
Líderes da França, Alemanha, Polônia e Reino Unido se reuniram em Kiev neste sábado, 10 de maio, para exigir um cessar-fogo de 30 dias na guerra entre Rússia e Ucrânia. A proposta, apoiada pelos Estados Unidos, inclui sanções severas à Rússia caso não seja aceita.
Os líderes europeus, acompanhados pelo presidente ucraniano Volodimir Zelensky, enfatizaram que a trégua deve ser “total e incondicional”. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que se o presidente russo, Vladimir Putin, deseja a paz, deve demonstrar isso agora. O presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou que a Ucrânia já havia concordado com os termos em uma reunião anterior.
A Rússia, por sua vez, não respondeu diretamente ao ultimato, mas criticou as “declarações contraditórias” dos países ocidentais. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que um cessar-fogo só seria possível se as entregas de armas ocidentais à Ucrânia fossem interrompidas.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, destacou que a “ajuda maciça” à Ucrânia continuará na ausência de uma resposta positiva do Kremlin. Ele ressaltou que a guerra não apenas ameaça a integridade territorial da Ucrânia, mas também a ordem política europeia. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, afirmou que um cessar-fogo poderia abrir caminho para negociações de paz.
A visita dos líderes europeus a Kiev também foi uma resposta simbólica às celebrações em Moscou pelo 80º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista. Durante a cerimônia, Putin homenageou os soldados russos envolvidos no conflito, que já resultou em milhares de mortes.
Os líderes europeus e os Estados Unidos estão determinados a pressionar a Rússia a aceitar a proposta de cessar-fogo, com a expectativa de que isso possa levar a um acordo de paz duradouro.
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