O Papa Leão XIV, o primeiro pontífice norte-americano, pode discutir a ordenação de padres casados, um tema que ganhou destaque desde que o Papa Francisco permitiu essa prática nas igrejas orientais em 2014. Vítor Pimentel Pereira, um padre casado de 42 anos, e Sergiu Chiroloaei, um padre romeno de 27 anos, exemplificam essa nova realidade. Vítor é o primeiro padre casado ordenado no Brasil após a mudança de Francisco e divide seu tempo entre a paróquia e seu trabalho como funcionário público. Ele destaca que a tradição de padres casados existe há 2 mil anos nas igrejas orientais, onde a maioria dos sacerdotes é casada. A Igreja Greco-Católica Melquita, da qual Vítor faz parte, é uma das várias igrejas orientais que aceitam essa prática. Sergiu, que também é casado e estuda teologia em Roma, acredita que a ordenação de homens casados não resolve sozinha a crise de vocações na Igreja. Ambos esperam que Leão XIV continue a promover a integração das tradições orientais com a Igreja Latina e que aborde questões como o divórcio e a manutenção das famílias dos padres casados.
O Papa Leão XIV, o primeiro pontífice norte-americano, pode abordar a questão da ordenação de padres casados, um tema relevante desde que o Papa Francisco permitiu essa prática nas igrejas orientais em 2014. A mudança foi significativa, especialmente no Ocidente.
Vítor Pimentel Pereira, de 42 anos, e Sergiu Chiroloaei, de 27 anos, são exemplos de padres casados que atuam no Ocidente. Vítor é o primeiro padre casado ordenado no Brasil após a decisão de Francisco e é membro da Igreja Greco-Católica Melquita. Ele divide seu tempo entre a vida familiar e o trabalho como funcionário público, além de suas funções religiosas.
As igrejas orientais, como a Melquita, sempre permitiram a ordenação de homens casados, desde que sejam considerados “viri probati” (homens provados). No Brasil, a Igreja Greco-Católica Ucraniana é a maior, com mais de 60 padres. A permissão para padres casados foi um passo importante, mas ainda não se sabe se Leão XIV fará mais mudanças sobre o celibato.
Vítor destaca que a crise de vocações é um fator que contribui para a necessidade de padres casados. Ele afirma que sua responsabilidade é maior, já que precisa equilibrar a vida familiar, o trabalho civil e as obrigações religiosas. A celebração da missa na paróquia melquita do Rio é realizada em três línguas: português, grego e árabe.
Sergiu, que estuda teologia em Roma, acredita que a ordenação de padres casados não resolverá a crise vocacional na Igreja Ocidental. Ele aponta que a questão é mais profunda, relacionada à crise de fé e à transformação cultural. Ambos os padres esperam que Leão XIV continue a promover a integração das tradições orientais na Igreja Latina.
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