Um casal com passaportes argentinos foi preso na Eslovênia em 2023, acusado de espionagem para a Rússia. O livro “Topos”, de Hugo Alconada Mon, revela que a vida deles em Buenos Aires era uma fachada. Artjom e Ana, que viveram na Argentina de 2012 a 2019, foram treinados como espiões na Rússia e se mudaram para a Eslovênia em 2023. Durante sua estadia na Argentina, eles investigaram o yacimiento Vaca Muerta, fazendo conexões com pessoas ligadas ao setor de petróleo. O casal usou várias identidades e conseguiu documentos argentinos sem levantar suspeitas. A operação deles foi bem-sucedida, mas foram repatriados para Moscou após uma grande ação do FBI nos Estados Unidos. O livro destaca que a espionagem russa continua ativa na América Latina, com várias outras operações em andamento.
Em 2023, um casal com passaportes argentinos foi detido na Eslovênia, acusado de espionagem para a Rússia. A história deles, revelada no livro “Topos” de Hugo Alconada Mon, mostra que sua vida em Buenos Aires era uma fachada. Artjom Dulcev e Ana Dulceva, que viveram na Argentina de 2012 a 2019, foram formados como espiões e realizaram operações em ambos os países.
O livro, que será lançado em 2025, apresenta detalhes sobre a formação do casal e suas atividades de espionagem, incluindo informações sobre o yacimiento Vaca Muerta. Alconada Mon destaca que a vida do casal era uma “leyenda”, uma construção para evitar suspeitas, especialmente após se mudarem para a Eslovênia em 2023.
Os espiões se integraram à sociedade argentina, comprando um carro, tendo filhos e estabelecendo uma rotina normal. O autor observa que a Inteligência argentina não percebeu a infiltração do casal, que se tornou parte da comunidade em Belgrano, Buenos Aires. O livro revela que eles usaram várias identidades e conseguiram documentos argentinos autênticos, o que facilitou seus movimentos pela América do Sul e Europa.
Operações de Espionagem
Na Argentina, o casal espionou informações sobre o yacimiento Vaca Muerta, estabelecendo conexões com pessoas ligadas ao setor energético. Alconada Mon explica que, mesmo não sendo a missão principal, eles reportavam informações relevantes a Moscou. O autor também menciona que a operação foi bem-sucedida, com o casal realizando espionagem em ambos os países.
A detenção do casal em Eslovênia ocorreu em um contexto de crescente vigilância sobre espiões russos. O livro sugere que a repatriação do casal para Moscou foi uma resposta ao temor de que suas identidades estivessem comprometidas. Alconada Mon destaca que a espionagem russa continua ativa na América Latina, com várias operações em andamento.
“Topos” não apenas revela a história do casal, mas também levanta questões sobre a eficácia dos serviços de Inteligência na Argentina. O autor acredita que a narrativa do livro pode contribuir para a valorização do jornalismo de investigação em um momento em que a profissão enfrenta desafios significativos.
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