Cientistas descobriram uma nova espécie de cicada fossilizada chamada Eoplatypleura messelensis, que viveu há 47 milhões de anos na Europa. O fóssil, encontrado na Alemanha, é bem preservado e sugere que cicadas cantoras existiram na região muito antes do que se pensava. Embora os fósseis sejam de fêmeas, a posição delas na árvore genealógica indica que os machos provavelmente podiam cantar como as cicadas modernas. Essa descoberta é importante porque empurra a data de surgimento das cicadas cantoras na Europa para 20 milhões de anos antes do que se acreditava. O local onde foram encontrados, conhecido como Messel Pit, é famoso por suas condições que favorecem a fossilização. A nova cicada tem características semelhantes às cicadas atuais, mas também apresenta diferenças, como asas mais largas. Os cientistas acreditam que ela poderia ter produzido sons semelhantes aos das cicadas de hoje, que podem ser muito altos.
Um novo estudo revelou a descoberta de uma espécie de cicada fossilizada, chamada Eoplatypleura messelensis, com 47 milhões de anos, encontrada na Alemanha. Os cientistas afirmam que essa descoberta indica que cicadas cantoras existiram na Europa muito antes do que se pensava.
Os fósseis, que foram encontrados na Messel Pit, um local rico em fósseis da época Eocena, mostram um corpo quase intacto, medindo cerca de 26,5 milímetros de comprimento e com uma envergadura de 68,2 milímetros. Embora os espécimes sejam fêmeas, sua posição na árvore genealógica sugere que os machos poderiam produzir sons semelhantes aos das cicadas modernas.
A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, destaca que esses fósseis são os mais antigos exemplos de cicadas cantoras da família Cicadidae. A descoberta também sugere que a diversificação do grupo Platypleurini ocorreu muito antes do que se acreditava, cerca de 20 milhões de anos antes do que os dados moleculares indicavam.
Importância da Descoberta
Os fósseis foram preservados em um ambiente de lago profundo e sem oxigênio, o que favoreceu a fossilização. A senhora Sonja Wedmann, responsável pelo estudo, destacou que a preservação é excepcional, tornando esses fósseis um dos melhores exemplos do local. A cicada E. messelensis apresenta características que lembram as cicadas modernas, mas com algumas diferenças sutis, como asas mais largas.
Os pesquisadores especulam que o canto da cicada antiga poderia ter sido ainda mais alto do que o das cicadas atuais, que podem atingir 90 a 100 decibéis. A estrutura do abdômen sugere que os machos poderiam ter uma câmara ressonante maior, potencialmente amplificando os sons produzidos.
Essa descoberta não apenas amplia o conhecimento sobre a evolução das cicadas, mas também abre novas possibilidades para futuras pesquisas sobre a relação entre a morfologia e a produção de som nesses insetos.
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