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Exploração do fundo do mar revela que apenas 0,001% foi visualizado até agora

Apenas 0,001% do fundo do mar foi visualmente explorado em setenta anos, revelando a urgência por tecnologias acessíveis na pesquisa oceânica.

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Um estudo recente mostrou que apenas 0,001% do fundo do mar foi visualmente observado em quase setenta anos. Essa pequena fração está concentrada em áreas marinhas de apenas três países: Estados Unidos, Japão e Nova Zelândia. No Brasil, foram feitos apenas 135 mergulhos em profundidades acima de 200 metros, todos liderados por outros países. O estudo, publicado na revista Science Advances, revela que a exploração do mar profundo é limitada por altos custos e tecnologia inacessível. Mesmo que houvesse mil plataformas fazendo esse trabalho, levaria mais de 100 mil anos para mapear todo o fundo do mar. As pesquisadoras que lideram a Ocean Discovery League defendem que é necessário desenvolver tecnologias mais baratas e acessíveis para aumentar a exploração. Elas também planejam lançar uma lista de locais prioritários para pesquisas, visando coletar mais dados sobre o oceano profundo. A falta de informações é preocupante, especialmente com as mudanças climáticas e atividades como mineração em mar profundo, que precisam ser monitoradas.

Um estudo recente revelou que apenas 0,001% do fundo do mar foi visualmente observado em quase setenta anos. A pesquisa, publicada no periódico *Science Advances*, destaca a necessidade urgente de tecnologias mais acessíveis para expandir a exploração oceânica. A maioria das observações está concentrada em três países: Estados Unidos, Japão e Nova Zelândia.

Os dados foram coletados pela Ocean Discovery League, que busca acelerar a exploração do oceano profundo. A fundadora da organização, Katherine Bell, e a pesquisadora Susan Polton explicaram que a análise se baseou em duas metodologias que chegaram ao mesmo resultado. A área observada corresponde a cerca de 4 mil km², menor que o Distrito Federal.

No Brasil, foram realizados apenas 135 mergulhos em profundidades superiores a 200 metros, todos liderados por outros países. Os altos custos e a tecnologia inacessível são os principais obstáculos para a exploração. Bell e Polton afirmam que “capturar imagens do fundo do mar é muito caro e lento”.

Desafios da Exploração

A pesquisa contabilizou quase 44 mil mergulhos em águas profundas, realizados por 14 países nas últimas sete décadas. EUA, Japão e Nova Zelândia são responsáveis por 97,2% desses mergulhos. O mar profundo cobre cerca de 66% da superfície do planeta, mas a exploração atual é insuficiente.

As autoras alertam que, mesmo com mil plataformas realizando mapeamento, levaria mais de 100 mil anos para visualizar todo o solo oceânico profundo. Elas ressaltam a importância do oceano para a obtenção de oxigênio, habitats marinhos e regulação climática.

A Ocean Discovery League planeja lançar uma lista de locais prioritários para pesquisa nos próximos meses. O objetivo é acelerar a coleta de dados visuais e identificar áreas que, quando exploradas, preencherão lacunas no conhecimento sobre o fundo do mar. A falta de dados exige cautela, especialmente diante de impactos como mudanças climáticas e mineração em mar profundo.

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