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Fósseis de pegadas na Austrália revelam origem dos amniotes 35 milhões de anos antes

Rastros fossilizados na Austrália revelam que amniotes surgiram 35 milhões de anos antes do que se acreditava, mudando a história da evolução.

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Cientistas descobriram rastros fossilizados de amniotes na Austrália, datando de 355 milhões de anos, o que indica que esses animais surgiram 35 milhões de anos antes do que se pensava. Os amniotes incluem répteis, aves e mamíferos, e se destacam por terem evoluído para colocar ovos em terra, protegidos por uma membrana que evita a desidratação. Antes dessa descoberta, os fósseis mais antigos conhecidos eram de 319 milhões de anos, encontrados no Canadá. Os rastros foram encontrados em um bloco de arenito em Victoria e mostram marcas de garras, características de animais semelhantes a répteis. Embora alguns cientistas acreditem que esses amniotes andavam em terra, outros sugerem que eles podem ter se movido em águas rasas.

Recentes descobertas na Austrália revelaram rastros fossilizados de amniotes, datando de 355 milhões de anos, o que indica que esses animais surgiram 35 milhões de anos antes do que se acreditava. O estudo, publicado na revista *Nature*, sugere que os amniotes, grupo que inclui répteis, aves e mamíferos, já existiam no início do período Carbonífero.

Os rastros foram encontrados em um bloco de arenito às margens do rio Broken, em Victoria. A equipe de pesquisadores, incluindo paleontólogos da Universidade de Flinders, identificou as marcas como sendo de um animal semelhante a um réptil, devido às impressões de garras. Antes dessa descoberta, os fósseis mais antigos conhecidos eram da Nova Escócia, Canadá, datados de aproximadamente 319 milhões de anos.

Implicações da Descoberta

A pesquisa também sugere que o último ancestral comum entre os anfíbios modernos e os amniotes existiu ainda mais no passado, possivelmente durante o período Devoniano, há cerca de 380 milhões de anos. O paleontólogo Steven Salisbury, da Universidade de Queensland, destacou que a descoberta é emocionante e pode ter importantes implicações para a compreensão da evolução dos tetrápodes.

Os rastros fossilizados mostram impressões claras, sem marcas de arrasto, o que sugere que os amniotes eram capazes de manter seus corpos elevados enquanto se moviam. No entanto, Salisbury questiona essa interpretação, sugerindo que os animais podem ter se movido em águas rasas, em vez de caminhar em terra firme.

A área onde os rastros foram encontrados é conhecida como Berrepit, pelos povos indígenas Taungurung, que são os proprietários da terra. A descoberta não apenas altera a linha do tempo da evolução dos amniotes, mas também destaca a importância de preservar e estudar sítios fósseis em regiões historicamente significativas.

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