Um estudo recente usou sequenciamento de DNA para entender os microrganismos na Caverna de Altamira, na Espanha. Os pesquisadores identificaram cinco tipos de colônias microbianas que podem danificar as pinturas rupestres. Essas colônias formam biofilmes e foram descobertas em diferentes anos, com algumas já conhecidas desde 1999. O estudo, liderado por Candela González-Riancho e Juan María García Lobo, busca criar medidas para proteger as pinturas, já que a presença de visitantes e a atividade humana aumentaram a proliferação de algas, fungos e bactérias na caverna. Os cientistas alertam que qualquer intervenção humana pode afetar o equilíbrio delicado dos microrganismos que vivem lá. A pesquisa pode servir como modelo para a conservação de outras cavernas com arte rupestre.
Um estudo recente revelou que o sequenciamento de DNA de microrganismos na Caverna de Altamira, na Espanha, pode ser crucial para a conservação das pinturas rupestres. Pesquisadores do Instituto de Biomedicina e Biotecnologia da Cantábria (IBBTEC) caracterizaram cinco tipos de colônias microbianas, propondo medidas preventivas para proteger esse patrimônio.
O trabalho, liderado por Candela González-Riancho e Juan María García Lobo, utilizou tecnologia de sequenciamento massivo de DNA, uma abordagem inovadora para identificar as comunidades microbianas que colonizam as paredes da caverna. Os resultados foram apresentados no Museu de Altamira e destacam a importância de proteger as pinturas pré-históricas.
As cinco colônias microbianas identificadas variam em cores: branca, cinza, amarela, bege e rosa. Essas colônias formam biofilmes, que são comunidades de múltiplas espécies, aumentando suas chances de sobrevivência. As colônias branca, cinza e amarela foram descobertas em mil novecentos e noventa e nove, enquanto as bege e rosas foram identificadas em dois mil e dezoito e dois mil e vinte e um, respectivamente.
Impacto da Visitação
Desde as décadas de mil novecentos e sessenta e setenta, o aumento do turismo na caverna resultou na proliferação de algas, fungos e bactérias, prejudicando as pinturas. Essa situação levou ao fechamento de várias cavernas e à implementação de rígidos controles ambientais. A colonização microbiana é mais intensa na entrada da caverna, onde as intervenções humanas podem causar desequilíbrios.
González-Riancho enfatiza que o objetivo do estudo é antecipar danos e desenvolver estratégias para evitar a degradação das pinturas. García Lobo acrescenta que a análise microbiana é essencial para conter a propagação de organismos prejudiciais. Ele sugere que essa metodologia pode ser aplicada a outras cavernas com arte rupestre, ampliando a proteção desse patrimônio cultural.
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