Mirelis Cacique López, de Maracay, Venezuela, reconheceu seu filho Francisco Javier em um vídeo de venezuelanos detidos em uma prisão de segurança máxima em El Salvador, clamando por liberdade. O vídeo foi exibido por Matt Gaetz, ex-congressista dos EUA, e mostra mais de 200 venezuelanos deportados pela administração Trump, muitos acusados sem provas de serem membros da gangue Tren de Aragua. Os detidos, vestidos com uniformes brancos, gritaram por ajuda enquanto estavam atrás das grades. Famílias de outros detidos também se manifestaram, expressando angústia ao ver seus entes queridos. O governo venezuelano denunciou as deportações como sequestros, e o presidente Nicolás Maduro pediu a libertação imediata dos detidos, que não tiveram acesso a advogados ou a um julgamento. Em um contexto mais amplo, as deportações foram feitas sob uma lei de 1798, e muitos dos deportados alegam que não têm vínculos com atividades criminosas. A situação gerou críticas de organizações de direitos humanos, que afirmam que os deportados não têm registros criminais e que as deportações violam o devido processo.
Venezuelanos deportados pelos EUA clamam por liberdade em vídeo de prisão em El Salvador
Um vídeo recente revelou a situação de mais de 200 venezuelanos detidos em uma prisão de segurança máxima em El Salvador, onde pedem por liberdade. As imagens foram exibidas na One America News Network, durante uma visita do ex-congressista Matt Gaetz ao Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT). Os detidos, acusados de serem membros da gangue Tren de Aragua, gritaram “Liberdade!” e “Venezuela!” enquanto estavam atrás das grades.
Entre os familiares que reconheceram seus entes queridos nas imagens, Mirelis Cacique López expressou alívio ao ver seu filho, Francisco Javier García Cacique. “Agradecemos a Deus por permitir que o víssemos, mesmo nessas condições”, disse ela. Outros familiares, como Yenni Luz Rincón Ramírez, também identificaram seus parentes e criticaram a detenção, alegando que não têm vínculos com atividades criminosas.
O governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, condenou as deportações como sequestros. Maduro afirmou que o governo está preparado para resgatar os venezuelanos detidos em El Salvador, exigindo a libertação imediata dos jovens sem julgamento. Ele destacou que muitos não cometeram crimes e não tiveram acesso a advogados.
As deportações ocorreram sob a administração de Donald Trump, que invocou a Lei de Inimigos Estrangeiros para justificar a expulsão de imigrantes. Essa lei, utilizada pela última vez durante a Segunda Guerra Mundial, foi criticada por violar o devido processo legal. Recentemente, uma juíza federal decidiu que as deportações estão em conformidade com a lei, desde que os deportados sejam notificados com antecedência.
O CECOT, inaugurado em 2023, é uma das maiores prisões da América Latina, projetada para abrigar até 40 mil detentos. As condições são severas, com os prisioneiros submetidos a um regime rigoroso e sem visitas. A situação dos deportados gerou preocupações entre organizações de direitos humanos, que alegam que muitos não têm antecedentes criminais e que as deportações configuram desaparecimentos forçados.
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