A Tigray People’s Liberation Front (TPLF) pediu ajuda da União Africana após a Comissão Eleitoral da Etiópia revogar sua legalidade como partido. A TPLF considera essa decisão uma ameaça ao acordo de paz de 2022, que encerrou um conflito de dois anos na região de Tigray. O partido foi banido por não realizar uma assembleia geral e enfrenta tensões políticas. A TPLF, que governou a Etiópia até 2018, agora controla a administração interina de Tigray, mas não conseguiu realizar eleições internas devido a divisões internas. A decisão da comissão eleitoral foi vista como um risco ao acordo de paz, que exige que as partes reconheçam a legitimidade uma da outra e resolvam disputas por meio do diálogo. A TPLF alertou que essa situação pode prejudicar o acordo de Pretoria e aumentar a violência na região, especialmente com a demora na implementação de termos do acordo, como o retorno de um milhão de deslocados. Países como os EUA, Reino Unido e União Europeia expressaram preocupação com a escalada das tensões.
A Comissão Eleitoral Nacional da Etiópia revogou a legalidade do Tigray People’s Liberation Front (TPLF), principal partido de oposição, por não realizar uma assembleia geral. O partido considera essa decisão uma ameaça ao acordo de paz de 2022, que encerrou um conflito de dois anos na região de Tigray.
O TPLF, que governou a Etiópia até 2018, pediu à União Africana que intervenha e medie a situação. A revogação impede o partido de participar de atividades políticas, o que, segundo seus líderes, pode comprometer a estabilidade da paz estabelecida pelo acordo de Pretoria. O partido controla a administração interina de Tigray, criada em 2023.
A decisão da comissão eleitoral ocorre em um contexto de tensões políticas crescentes e se aproxima das eleições nacionais previstas para junho de 2024. O TPLF enfrenta divisões internas, com duas facções disputando o controle, o que dificultou a realização de eleições internas.
O vice-presidente do TPLF, Ammanuel Assefa, afirmou que a revogação pode “danificar o acordo de Pretoria”, ressaltando que a situação não afeta apenas o partido, mas também as conquistas da população. O partido argumenta que a proibição viola os direitos garantidos pelo acordo e pede que a União Africana pressione o governo federal para suspender a medida.
A comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia, expressou preocupação com o aumento das tensões e a possibilidade de um retorno à violência em Tigray. A implementação dos termos do acordo, como o retorno de um milhão de deslocados, ainda está pendente, alimentando temores de novos conflitos na região.
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