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Cientistas revelam como sequência de DNA humana altera estrutura do cérebro de camundongos

Cientistas descobriram que a sequência genética Hare5, ao ser inserida em camundongos, aumentou o tamanho de seus cérebros em 6,5%.

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Cientistas descobriram uma sequência de DNA chamada Hare5 que, quando inserida em camundongos, fez com que seus cérebros crescessem 6,5% mais do que o normal. Essa sequência é quase idêntica em humanos, com apenas quatro pequenas diferenças em relação aos chimpanzés e roedores. Os camundongos com a Hare5 humana apresentaram um aumento no córtex cerebral, a parte do cérebro que é maior nos humanos. Esse crescimento se deve ao aumento de um tipo específico de neurônio. Os pesquisadores acreditam que pequenas mudanças genéticas, como essa, podem ter ajudado na evolução do cérebro humano, tornando-o maior e mais complexo ao longo do tempo. No entanto, ainda não se sabe se esses camundongos se tornaram mais inteligentes.

Cientistas descobriram a sequência genética Hare5, que, ao ser inserida em camundongos, resultou em cérebros 6,5% maiores. Essa pesquisa sugere que pequenas alterações genéticas podem impactar a evolução cerebral e a capacidade cognitiva.

O genoma humano é 98,8% idêntico ao dos chimpanzés, mas as diferenças na organização cerebral são significativas. Estudos anteriores identificaram cerca de 5.000 regiões de DNA que diferem entre humanos e macacos, com foco em 400 sequências relacionadas ao sistema nervoso.

A sequência Hare5, com 619 nucleotídeos, é conservada em humanos e apresenta apenas quatro diferenças em relação aos chimpanzés e roedores. Mutações nessa sequência podem causar alterações no cérebro humano. Ao substituir a Hare5 dos camundongos pela humana, os cientistas observaram um aumento no número de neurônios no córtex cerebral.

Impacto no Cérebro

Os camundongos modificados apresentaram um córtex cerebral maior, resultado do acúmulo de células progenitoras de neurônios. Essa descoberta indica que a Hare5 regula uma cascata de genes que influencia o desenvolvimento cerebral. Os pesquisadores acreditam que essas pequenas modificações genéticas podem ter contribuído para o aumento do tamanho cerebral em nossos ancestrais.

Embora os cientistas não tenham analisado o comportamento dos camundongos com cérebros ampliados, a pesquisa abre novas possibilidades para entender a evolução da cognição humana. Os resultados foram publicados na revista *Nature*.

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