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Colômbia busca adesão ao Novo Banco de Desenvolvimento e se afasta dos EUA

Colômbia se junta ao Novo Banco de Desenvolvimento com investimento de US$ 512 milhões, desafiando a influência dos EUA na região.

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que o país pretende se juntar ao Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como banco dos Brics, com um investimento de US$ 512 milhões. Essa decisão foi tomada após uma visita à China, onde Petro se encontrou com a ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que lidera o banco. O objetivo é fortalecer os laços comerciais da Colômbia com a Ásia, especialmente através de um projeto para construir um canal ou ferrovia que conecte as costas atlântica e pacífica do país. Essa adesão marca um afastamento da Colômbia em relação aos Estados Unidos, que tradicionalmente consideram o país um aliado importante na luta contra o narcotráfico. O governo dos EUA já expressou sua oposição a projetos relacionados à Iniciativa do Cinturão e Rota da China na América Latina. Petro afirmou que a Colômbia tomará suas decisões de forma independente, buscando manter uma postura neutra nas disputas geopolíticas atuais.

O governo da Colômbia anunciou a intenção de se juntar ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como banco dos Brics, com um investimento de US$ 512 milhões. O presidente colombiano, Gustavo Petro, fez o anúncio após uma visita à China, onde se encontrou com a ex-presidente brasileira Dilma Rousseff, atual chefe do NBD.

Petro destacou que a adesão ao banco visa fortalecer os laços comerciais da Colômbia com a Ásia. Ele expressou entusiasmo pela possibilidade de obter apoio do NBD para um projeto de infraestrutura que incluiria um canal ou ferrovia de 120 quilômetros conectando as costas atlântica e pacífica do país. Essa iniciativa, segundo o presidente, posicionaria a Colômbia no “coração” do comércio entre a América do Sul e a Ásia.

Reação dos EUA

A decisão da Colômbia pode gerar tensões com os Estados Unidos, tradicional aliado do país em questões de segurança e combate ao narcotráfico. O Departamento de Estado dos EUA manifestou sua oposição ao financiamento de projetos relacionados à Iniciativa do Cinturão e Rota da China na América Latina.

Petro, no entanto, afirmou que não se deixará intimidar pela pressão dos EUA e reafirmou a busca da Colômbia por uma postura neutra em meio às disputas geopolíticas. “Tomamos essa decisão livremente”, declarou. Ele ressaltou a disposição de dialogar tanto com os Estados Unidos quanto com a China.

A Colômbia se torna assim o segundo país da América Latina a buscar adesão ao NBD, após o Uruguai ter feito o mesmo em 2021.

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