Sessenta estudantes se formaram como jornalistas na African Initiative, uma nova agência de notícias em Bamako, Mali. Eles receberam aulas de reportagem, com a promessa de que três seriam contratados. No entanto, foi descoberto que a agência é controlada pela inteligência russa. Enquanto isso, países ocidentais estão cortando investimentos em jornalismo. Em março, o presidente Donald Trump reduziu o financiamento da Voz da América e outras redes. A BBC alertou que a Rússia e a China estão investindo muito em desinformação. A RT, rede de notícias russa, lançou campanhas publicitárias em vários países e criou a Academia RT para treinar jornalistas. A China também está expandindo sua influência na África, aumentando o número de escritórios da Xinhua e oferecendo bolsas de estudo para jornalistas. As mídias sociais são um campo importante, com a CGTN, a rede estatal chinesa, sendo a mais seguida no Facebook. A Xinhua e a RT têm acordos com emissoras africanas para distribuir suas notícias. Apesar da desconfiança em relação a essas organizações, os países ocidentais ainda têm uma presença significativa em plataformas como o YouTube e o Facebook. Mesmo com cortes de orçamento, jornalistas independentes continuam a trabalhar em regiões afetadas pela influência russa.
Sessenta estudantes se formaram como jornalistas na African Initiative, uma agência de notícias em Bamako, Mali, no ano passado. A formação incluiu aulas online e presenciais, com a promessa de que três deles seriam contratados. Contudo, a agência foi revelada como operada pela inteligência russa, segundo a Forbidden Stories, uma rede de jornalistas investigativos.
A influência de países como Rússia e China na mídia global tem crescido, enquanto os investimentos ocidentais em jornalismo diminuem. Em março, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cortou o financiamento da Voz da América e desmantelou a USAID, que apoiava jornalistas em várias partes do mundo. Orçamentos de emissoras públicas foram reduzidos em países como Austrália, Canadá e França.
Tim Davie, diretor-geral da BBC, alertou sobre o risco à sociedade democrática. Ele pediu um aumento de financiamento para expandir o alcance do Serviço Mundial da BBC. A RT, rede estatal russa, lançou campanhas publicitárias em países como México e Índia, enquanto a Sputnik, outra organização russa, iniciou um serviço voltado para a África.
Expansão da Mídia Estatal
A China também tem ampliado sua presença na África, aumentando o número de escritórios da Xinhua de um punhado para trinta e sete em duas décadas. A agência oferece treinamento e bolsas de estudo para jornalistas africanos, enviando-os para veículos de comunicação chineses. A StarTimes, empresa chinesa, tornou-se o segundo maior serviço de TV digital na África.
As mídias sociais têm sido um campo fértil para a disseminação de notícias chinesas. A CGTN, rede estatal chinesa, é a organização de notícias mais seguida no Facebook, com 125 milhões de seguidores. Apesar do Facebook ser proibido na China, as organizações de notícias chinesas têm utilizado a plataforma para alcançar audiências internacionais.
Além de distribuir conteúdo sob suas marcas, países como a China e a Rússia firmam acordos com veículos locais. A Xinhua, por exemplo, tem um acordo com o Nation Media Group no Quênia, permitindo acesso a várias emissoras e leitores em quatro países africanos. A RT também possui contratos com mais de trinta emissoras de TV africanas para veicular seu conteúdo.
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