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Cientistas investigam mistérios das galáxias elípticas e seu apagamento estelar

Buracos negros supermassivos podem ter interrompido a formação estelar em galáxias primitivas, revelam novas pesquisas com o telescópio James Webb.

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Pesquisadores estão estudando como as galáxias se formam e evoluem no universo, especialmente as galáxias elípticas, que são grandes e não têm uma estrutura definida. Usando telescópios avançados como o James Webb, eles estão investigando por que algumas galáxias pararam de formar estrelas. Acredita-se que buracos negros supermassivos, que estão no centro dessas galáxias, possam ser responsáveis por esse fenômeno. Um estudo recente revelou uma galáxia que estava parando de formar estrelas cerca de 2.600 milhões de anos após o Big Bang. Os cientistas notaram que ventos poderosos estavam saindo da galáxia, possivelmente devido à atividade do buraco negro, que expulsou o gás necessário para a formação de novas estrelas. Essa pesquisa é importante para entender como as galáxias evoluem e por que algumas se tornam “mortas”, ou seja, param de formar estrelas. O trabalho continua, e novas descobertas podem surgir com telescópios ainda mais potentes no futuro.

Pesquisadores estão utilizando telescópios avançados, como o James Webb, para investigar a formação de galáxias elípticas, que são grandes aglomerados de estrelas sem uma estrutura definida. O estudo busca entender como essas galáxias, que parecem “mortas” em termos de formação estelar, se desenvolveram no universo primitivo.

O cosmólogo Sune Toft, do Instituto Niels Bohr, liderou o projeto europeu ConTExt, que observou galáxias elípticas antigas, datando de até dois bilhões de anos após o Big Bang. Toft afirma que, apesar do avanço nas pesquisas, a formação dessas galáxias continua sendo um mistério. Ele questiona como galáxias massivas puderam se formar antes das menores, já que a teoria sugere que as menores surgem primeiro.

As galáxias elípticas podem ter passado por um intenso período de formação estelar, mas pararam de formar novas estrelas rapidamente. Toft sugere que fusões entre galáxias podem ter impulsionado a formação estelar inicial, mas a razão pela qual essa atividade cessou permanece indefinida.

Buracos Negros e o Apagamento Estelar

O astrônomo Sirio Belli, da Universidade de Bolonha, investiga o fenômeno do “apagamento” da formação estelar. Com o James Webb, ele rastreia galáxias primitivas e acredita que buracos negros supermassivos em seus centros podem ser responsáveis por interromper a formação de estrelas. Em abril de dois mil e vinte e quatro, Belli e sua equipe observaram uma galáxia massiva em processo de apagamento, cerca de dois mil e seiscentos milhões de anos após o Big Bang.

Belli explica que a galáxia estava em crescimento, mas parou de formar estrelas. Ele observou que poderosos ventos estavam sendo expulsos, possivelmente devido à atividade do buraco negro central, que teria “sugado” o gás necessário para a formação de novas estrelas.

Os pesquisadores acreditam que, ao atingir uma massa crítica, as galáxias param de formar estrelas. Belli afirma que não há galáxias massivas atualmente em formação estelar, o que levanta questões sobre o processo de apagamento. Novos telescópios, como o Telescópio Extremamente Grande da Europa, que começará a operar em dois mil e vinte e oito, podem oferecer mais insights sobre a formação e evolução das galáxias no universo primitivo.

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