Um estudo recente mostrou que 44% dos cientistas já enfrentaram comportamentos negativos, como a posse excessiva de informações, que foi chamada de “efeito Gollum”. Esses comportamentos, que incluem tentar prejudicar colegas e restringir o acesso a dados, afetam especialmente pesquisadores em início de carreira. O estudo revelou que quase 20% das pessoas que sofreram com isso deixaram a academia. A pesquisa, que teve 563 respostas de cientistas de 64 países, destacou que muitos desses comportamentos ocorrem durante o doutorado e que, em muitos casos, os responsáveis são pesquisadores renomados ou até mesmo supervisores. Os pesquisadores que conduziram o estudo acreditam que esse problema é comum em várias áreas da ciência, não apenas na ecologia.
Um estudo recente revelou que 44% dos cientistas enfrentaram comportamentos territoriais, conhecidos como ‘Gollum effect’, que impactaram suas carreiras. O levantamento, realizado com 563 pesquisadores de diversas nacionalidades, foi publicado na revista *One Earth*.
Os dados mostram que 20% dos afetados deixaram a academia devido a esses comportamentos. A pesquisa identificou que 54% das experiências ocorreram durante o doutorado, e 35% dos perpetradores eram supervisores. O termo ‘Gollum effect’ foi criado pelo autor do estudo, José Valdez, para descrever a possessividade e o controle que alguns pesquisadores exercem sobre dados e recursos.
Impacto nas Carreiras
Valdez, ecólogo do Centro Alemão de Pesquisa Integrativa em Biodiversidade, destacou que esses comportamentos prejudicam especialmente pesquisadores em início de carreira e aqueles em situações marginalizadas. A pesquisa sugere que a toxicidade nas relações acadêmicas é um problema reconhecido, mas que carecia de uma nomenclatura formal.
Cerca de 46% dos respondentes relataram que os comportamentos de controle foram perpetrados por pesquisadores de destaque. A pesquisa foi divulgada através de sociedades profissionais e redes sociais, evitando viés de auto-seleção ao não mencionar o ‘Gollum effect’ inicialmente.
Repercussões
Os resultados indicam que mais de dois terços dos afetados sentiram um impacto moderado ou significativo em suas trajetórias profissionais. O estudo evidencia a necessidade de abordar a toxicidade nas relações acadêmicas, que, segundo Valdez, não recebeu a devida atenção até agora.
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