Cientistas alertam que um grande terremoto pode ocorrer na zona de subducção de Cascadia, que vai da Califórnia até a Colúmbia Britânica. Esse terremoto pode ser muito forte, com magnitude de 9.0, e causar um tsunami devastador, resultando em milhares de mortes e feridos. No entanto, cortes de pessoal e restrições orçamentárias nas agências federais estão dificultando o monitoramento de terremotos, tsunamis, vulcões e tempestades solares, aumentando o risco para a população. As agências responsáveis, como o Serviço Geológico dos EUA e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, estão enfrentando dificuldades para manter seus equipamentos e realizar manutenções necessárias. Especialistas alertam que a falta de recursos e pessoal pode levar a uma resposta inadequada em caso de desastres naturais, colocando em risco a vida de muitas pessoas e a economia do país.
Cientistas alertam para a possibilidade de um grande terremoto na zona de subducção de Cascadia, que se estende da Califórnia até a Colúmbia Britânica. Esse evento, conhecido como “o grande terremoto”, pode ocorrer a qualquer momento nos próximos duzentos anos, com potencial para causar uma magnitude de 9,0 e um tsunami de até 30 metros. Estima-se que cerca de 13.800 pessoas possam morrer e mais de 100 mil podem ficar feridas.
Entretanto, cortes de pessoal e restrições orçamentárias nas agências federais estão comprometendo a capacidade de monitoramento de terremotos, tsunamis e vulcões. O professor Harold Tobin, da Universidade de Washington, destaca que a região do Pacífico Noroeste está em risco e que a preparação para um desastre dessa magnitude é insuficiente. As agências responsáveis, como o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), enfrentam dificuldades para manter seus sistemas de alerta.
Cortes de pessoal têm afetado diretamente a capacidade de resposta a desastres naturais. A ex-líder do programa de tsunamis da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), Corina Allen, afirmou que a redução de funcionários torna os Estados Unidos mais vulneráveis a tsunamis e terremotos. A falta de recursos para manutenção de equipamentos essenciais, como sensores de terremotos e sistemas de alerta, agrava a situação.
Além disso, a NOAA e o USGS estão enfrentando desafios adicionais devido a novas restrições orçamentárias. A manutenção de uma rede de oitocentos seismógrafos na costa oeste, crucial para detectar tremores, está comprometida. Tobin alerta que a falta de financiamento pode prejudicar o sistema de alerta antecipado ShakeAlert, vital para a segurança da população.
Os riscos não se limitam apenas a terremotos. A monitorização de vulcões e tempestades solares também está em risco. A equipe da NOAA, que observa a atividade solar, está subdimensionada, o que pode impactar a previsão de eventos que afetam a infraestrutura elétrica e de comunicação. A situação exige atenção urgente, pois a redução de recursos pode ter consequências devastadoras para a população e a economia.
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