Astrônomos observaram pela primeira vez uma galáxia sendo atingida por radiação de um quasar durante uma colisão com outra galáxia, a mais de 11 bilhões de anos-luz da Terra. As galáxias se movem a 500 quilômetros por segundo, como se estivessem em uma batalha cósmica, trocando golpes sem colidir diretamente. A radiação do quasar desorganiza o gás e a poeira da galáxia atingida, criando regiões que não são boas para a formação de novas estrelas. Essa interação também afeta a galáxia que emite a radiação, trazendo gás para o buraco negro supermassivo do quasar. O estudo foi feito com o Very Large Telescope e o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array no Chile, que ajudaram a identificar as duas galáxias em fusão.
Pela primeira vez, astrônomos observaram uma galáxia sendo “perfurada” por radiação de um quasar durante uma colisão galáctica. Esse fenômeno, que impede a formação de novas estrelas, foi registrado a mais de 11 bilhões de anos-luz da Terra.
As galáxias em questão se aproximam a uma velocidade de 500 quilômetros por segundo, realizando um movimento semelhante a uma “justa cósmica”. Em vez de colidir diretamente, elas trocam golpes rasantes, como em antigas batalhas medievais. Pasquier Noterdaeme, co-líder do estudo, descreve essa interação como uma batalha desigual, onde uma galáxia utiliza um quasar para perfurar a outra com radiação intensa.
Os quasares são núcleos brilhantes de galáxias distantes, alimentados por buracos negros supermassivos. As observações revelam que a radiação do quasar desorganiza as nuvens de gás e poeira da galáxia atingida, resultando em regiões menores e mais densas, que provavelmente não são adequadas para a formação de estrelas. Sergei Balashev, co-líder do estudo, destaca que esta é a primeira vez que se observa o efeito direto da radiação de um quasar na estrutura interna de uma galáxia.
Impactos da Radiação
Além da galáxia “vítima”, a fusão galáctica também afeta a galáxia que emite a radiação. Acredita-se que essas interações tragam grandes quantidades de gás para os buracos negros supermassivos, permitindo que o quasar continue seu ataque destrutivo.
O estudo foi realizado com a ajuda de dois instrumentos poderosos no Deserto do Atacama, no Chile: o Very Large Telescope (VLT) e o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA). A alta resolução do ALMA foi crucial para distinguir as duas galáxias em fusão, que anteriormente eram vistas como um único objeto. A análise da luz do quasar, realizada com o VLT, permitiu entender como a galáxia foi afetada pela radiação durante a colisão.
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