A filantropia no Brasil, que antes estava ligada à caridade, está passando por mudanças importantes, especialmente com a liderança de mulheres como Carola Matarazzo, Cristiane Sultani e Geyze Diniz. Elas estão promovendo uma forma de doação mais estratégica, focada em resolver problemas estruturais e buscando um sistema fiscal que favoreça as doações. Essas mulheres, que vêm de famílias ricas, perceberam a necessidade de transformar a filantropia, investindo tempo e dinheiro em causas como educação e combate à fome. Carola Matarazzo, por exemplo, defende uma filantropia que confia nas soluções criadas por quem vive nas comunidades. Geyze Diniz, que atua no combate à fome, começou com doações emergenciais durante a pandemia e agora busca soluções mais duradouras, unindo diferentes setores para acabar com a fome no Brasil até 2030. Cristiane Sultani, que fundou o Instituto Beja, quer usar a filantropia de forma mais inovadora e próxima dos projetos que apoia. Ela acredita que a cultura de doação no Brasil precisa mudar, pois muitas pessoas ainda não pensam em doar como parte de suas finanças. As mulheres estão se tornando cada vez mais importantes nesse cenário, ajudando a desbloquear recursos filantrópicos e a envolver suas comunidades.
A filantropia no Brasil está passando por uma transformação significativa, com mulheres como Carola Matarazzo, Geyze Diniz e Cristiane Sultani liderando essa mudança. Elas promovem uma cultura de doação mais estratégica, focada em soluções estruturais e na busca por um arcabouço fiscal favorável. Essa nova abordagem visa combater problemas sociais de forma mais eficaz.
Historicamente, a filantropia no Brasil esteve ligada à caridade, com mulheres atuando como coadjuvantes. No entanto, pesquisas do Women’s Philanthropy Institute indicam que essa dinâmica está mudando. Carola Matarazzo, diretora-executiva do Movimento Bem Maior (MBM), destaca que as novas gerações de mulheres estão assumindo papéis de liderança em conselhos de famílias abastadas. O MBM, que recebeu o Philanthropy Award 2025, busca fomentar a cultura de doação no país.
Geyze Diniz, presidente do conselho do Pacto Contra a Fome, enfatiza a importância de uma filantropia estratégica. Ela começou sua trajetória social durante a pandemia, quando criou o movimento União São Paulo, que entregou mais de novecentas mil cestas básicas. Geyze acredita que a solução para a fome no Brasil deve ser coletiva e coordenada, visando políticas públicas eficazes.
Cristiane Sultani, fundadora do Instituto Beja, também busca uma filantropia inovadora. Após um ano e meio, ela percebeu a necessidade de mudar o foco do instituto para o ecossistema da filantropia. Cristiane defende uma “filantropia oxigenada”, que utiliza modelos inovadores e promove a colaboração entre diferentes setores. Ela ressalta que o investimento em inovação é crucial para escalar soluções sociais.
Essas líderes estão moldando um novo cenário na filantropia brasileira, onde a participação feminina é cada vez mais relevante. Elas buscam não apenas doações, mas um engajamento ativo na resolução de problemas sociais, promovendo uma cultura de doação que vai além da caridade tradicional.
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