O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, planeja se candidatar à presidência em 2026, mas sua candidatura é vista como improvável por aliados de Jair Bolsonaro. Eles acreditam que Zema tem pouca influência fora de Minas e que seu partido, o Novo, é fraco eleitoralmente. Embora Zema tenha se reeleito em 2022, isso ocorreu em um contexto favorável ao bolsonarismo, e ele não teve um bom desempenho no segundo turno, onde Lula venceu Bolsonaro no estado. Zema pretende viajar pelo Brasil a partir de setembro, falando sobre segurança, inflação, corrupção e valores cristãos, mas não espera apoio de Bolsonaro. Enquanto outros governadores são vistos como candidatos mais fortes, como Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior, Zema é considerado menos competitivo devido à sua base eleitoral limitada e ao baixo número de representantes do seu partido. Aliados de Zema acreditam que ele pode ser uma opção para unir a direita, especialmente se Bolsonaro não puder concorrer até 2030, mas a polarização política atual pode dificultar sua candidatura.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, planeja se candidatar à presidência da República em 2026. A intenção de Zema foi recebida com indiferença por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que consideram sua influência restrita a Minas Gerais.
Aliados de Bolsonaro afirmam que Zema não representa uma ameaça, já que sua vitória em 2018 se deu em um contexto favorável e sua reeleição em 2022 ocorreu em uma onda bolsonarista. Um aliado destacou que, na campanha do segundo turno, Zema não demonstrou empenho, resultando na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em Minas.
Estratégia de Campanha
Zema pretende iniciar uma série de viagens pelo Brasil em setembro, com um discurso focado em segurança pública, combate à inflação, corrupção, austeridade e valores cristãos. Ele não espera apoio de Bolsonaro, e seus aliados reconhecem que sua candidatura é vista como remota devido à fragilidade do Novo no cenário eleitoral.
O partido possui apenas cinco deputados, um senador e dezenove prefeitos em todo o Brasil, com um fundo eleitoral de R$ 37,1 milhões para as eleições de 2024. Em comparação, o PL de Bolsonaro teve R$ 886,8 milhões e o PT de Lula, R$ 619,8 milhões.
Desafios e Perspectivas
Aliados de Zema argumentam que ele possui qualidades para liderar uma candidatura unificada da direita, especialmente em um cenário onde Bolsonaro pode estar inelegível até 2030. No entanto, interlocutores de Bolsonaro afirmam que a polarização política continuará a dominar as eleições de 2026, o que pode ser desfavorável para Zema.
A avaliação é que sua candidatura pode seguir um caminho semelhante ao do governador Ronaldo Caiado, que tenta se firmar como candidato da direita, mas enfrenta dificuldades para expandir seu apoio além de Goiás. A divisão da direita é vista como uma oportunidade para Lula, que pode se beneficiar da fragmentação do eleitorado.
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