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Bibliotecas comunitárias transformam favelas em espaços de leitura e inclusão social

Bibliotecas comunitárias ganham força no Brasil com novas iniciativas e apoio do governo, promovendo leitura e educação em favelas.

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As bibliotecas comunitárias estão se destacando no Brasil, especialmente em favelas, onde ajudam a promover a leitura e a educação. Um exemplo é a Becei, em Paraisópolis, que começou em 1995 e hoje tem 13 mil livros e 40 mil associados. Alexandre Cabral, seu fundador, fala sobre o orgulho de ver a biblioteca crescer. Em 2018, a maioria das bibliotecas comunitárias estava em áreas periféricas, e muitas foram criadas por coletivos e movimentos sociais. Rhuan Barreto, voluntário da Becei, destaca a importância da leitura para a ascensão social. Outra iniciativa é a Biblioteca Luiza Erundina, que começou em 2008 e oferece atividades culturais e de alfabetização. Em 2024, o governo lançou o Novo Plano Nacional de Livro e Leitura, com o objetivo de fortalecer bibliotecas em todo o Brasil. Também foi criada a Biblioteca Fátima Viana, que se diferencia por ser um espaço de interação e acolhimento, atendendo cerca de 8 mil famílias. Apesar de muitos brasileiros não lerem, essas bibliotecas buscam mudar essa realidade e oferecer acesso à cultura e à leitura.

As bibliotecas comunitárias têm se destacado no Brasil, especialmente em áreas de vulnerabilidade social. Um exemplo é a Becei (Biblioteca Escola de Crescimento Infantil), em Paraisópolis, que completou 30 anos e possui um acervo de 13 mil livros e 40 mil associados. Alexandre Cabral, fundador da Becei, relembra que a biblioteca começou em um espaço pequeno e hoje é um símbolo de resistência e educação na maior favela de São Paulo.

Em 2024, novas bibliotecas foram inauguradas, como a Biblioteca Fátima Viana, criada pelo Instituto Jatobás. O governo federal lançou o Novo Plano Nacional de Livro e Leitura, que visa fortalecer bibliotecas públicas e comunitárias. O plano inclui a democratização do acesso à leitura e o fomento à cadeia produtiva do livro.

Dados de 2018 indicam que cerca de 87% das bibliotecas comunitárias estão em áreas periféricas. Muitas foram criadas por coletivos e movimentos sociais, refletindo a força da comunidade em promover a leitura. Rhuan Barreto, voluntário da Becei, afirma que a leitura é essencial para a ascensão social e um futuro melhor para a comunidade.

A Biblioteca Luiza Erundina, localizada no Jardim São Luís, também se destaca. Criada em 2008, ela se transformou em um espaço de acolhimento e incentivo à leitura. Mariana Brito, coordenadora do projeto, ressalta que o objetivo é transformar a favela em uma comunidade leitora, apesar dos desafios enfrentados.

Atualmente, a Biblioteca Fátima Viana atende cerca de 8 mil famílias. O espaço é descrito como uma “biblioteca viva”, onde a interação e o acolhimento são fundamentais. Emile Machado, diretora de operações do Instituto Jatobás, destaca que o acesso à leitura é uma forma de combater a desigualdade.

A pesquisa Retratos da Leitura do Brasil de 2024 revela que 53% dos brasileiros não leram um livro nos últimos três meses. Desde 2019, o Brasil perdeu cerca de 7 milhões de leitores, totalizando 93 milhões atualmente. As bibliotecas comunitárias, portanto, desempenham um papel crucial na promoção da leitura e na formação de novos leitores.

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